Circuito de Sepang: tudo sobre o GP do Bahrein na Malásia

A Fórmula 1 está de volta ao circuito de Sepang neste final de semana para o GP do Bahrein, na Malásia. Vale lembrar que a última vez que a categoria correu por lá foi em 2017, ou seja, quase uma década atrás. A corrida em Sakhir, originalmente programada para o início do ano, foi cancelada por conta da guerra no Oriente Médio, e a Malásia entrou como uma substituta à altura.

Sepang foi o palco da primeira corrida da F1 em 1999, apenas dois anos após o autódromo ser inaugurado. Naquela época, Eddie Irvine levou a melhor com sua Ferrari, e desde então a pista se consolidou como um verdadeiro desafio, com um trajeto rápido que influenciou o design de circuitos posteriores. O circuito possui 5,5 km de extensão, com 15 curvas, e a corrida do dia 4 de outubro contará com 56 voltas, totalizando 310,3 quilômetros. O recorde de volta pertence a Sebastian Vettel, que em 2017 cravou 1min34s080.

Atualmente, apenas dez pilotos do grid tiveram a oportunidade de correr na Malásia antes, e isso foi há quase dez anos, com carros bem diferentes. Embora tenham alguma vantagem por já conhecerem a pista, é certo que todos vão aprender muito durante a corrida.

Jolyon Palmer, ex-piloto da Renault na F1, comentou sobre as características do circuito. Ele destacou que Sepang tem um traçado incrível, com um setor intermediário veloz, que mistura frenagens fortes e diversas mudanças de direção. A Curva 1, por exemplo, é bem larga, e é crucial fazer uma frenagem precisa para conseguir uma boa saída na Curva 2, que é mais fechada. Isso ajuda a ganhar velocidade na reta que vem a seguir.

O setor intermediário é todo sobre equilíbrio e fluidez em alta velocidade. Palmer menciona que a entrada na curva 5 exige determinação e precisão para não perder tempo na curva 6, que tem um leve desnível. Essa parte do circuito é onde os pilotos podem contornar as curvas em alta velocidade. A curva 7, por outro lado, é um pouco mais lenta, o que pode fazer com que alguns pilotos ampliem a trajetória na saída. A sequência final exige uma boa execução para servir como uma zona de aceleração.

As frenagens para as curvas 11 e 14 são desafiadoras e exigem muita técnica. É fácil travar a roda dianteira direita na aproximação da curva 14, por exemplo, então a saída precisa ser bem feita para preparar o terreno para a última frenagem forte e uma chance de ultrapassagem na curva final.

Para esta prova, os pilotos terão quatro zonas para usar o ‘modo reta’, começando na reta de largada/chegada e passando entre as curvas 3 e 4, entre as curvas 8 e 9, e entre as curvas 14 e 15. Quanto ao ‘modo ultrapassagem’, a detecção acontece ao saírem da curva 15, com a ativação na reta principal. Com tantas nuances, Sepang promete ser um espetáculo emocionante para os fãs de automobilismo!

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Diego Martins