Neste domingo, dia 16, Lucas Di Grassi, um nome forte do automobilismo brasileiro, deu adeus às pistas em Londres. Depois de 32 anos dedicados a essa paixão, o piloto de 42 anos fez sua última participação no Mundial de Fórmula E, uma categoria que ele ajudou a moldar. Ele já havia sido campeão mundial na temporada de 2016/17 e, para essa despedida, escolheu estar cercado por pessoas muito especiais: seu grande apoiador, Vito, e seu filho, Leo.
A jornada de Lucas começou lá em 1994, no Kartódromo de Itu, quando ele tinha apenas 10 anos. Desde cedo, se destacou e se tornou um dos melhores pilotos do Brasil, acumulando títulos tanto em competições nacionais quanto internacionais. Em 2002, foi vice-campeão na Fórmula Renault e, no ano seguinte, novamente na Fórmula 3 Sul-Americana. Quem acompanha o automobilismo sabe que esses primeiros passos são fundamentais para formar um grande piloto.
Lá fora, seu talento não passou despercebido. Ele se destacou ao vencer o desafiador GP de Macau, um evento tradicional que já teve vencedores como Ayrton Senna e Michael Schumacher. Naquele momento, Lucas subiu ao pódio ao lado de grandes nomes como Robert Kubica e Sebastian Vettel. Em 2007, foi vice-campeão da GP2 e, em 2008, fez sua estreia na Fórmula 1 com a Virgin Racing. Ele ainda se destacou no Mundial de Endurance, onde até hoje é o melhor brasileiro nas 24 Horas de Le Mans, com três pódios.
Lucas esteve envolvido com a Fórmula E desde seus primórdios. Quando a categoria estreou em 2014, ele já estava lá, vencendo a primeira corrida da história em Pequim. Ao longo de 12 temporadas, ele conquistou 14 vitórias e dezenas de pódios, sempre se destacando. Sua mais recente vitória foi há dois meses, na China, onde surpreendeu ao sair em último e vencer de forma incrível.
Durante sua despedida, a Fórmula E fez várias homenagens a Lucas. Um post nas redes sociais destacou sua importância para a categoria, ressaltando que sua história vai além dos números. Ele sempre acreditou no potencial da tecnologia e na mobilidade elétrica, abrindo caminho para o futuro do automobilismo.
Em uma carta emocionante publicada no Instagram, Lucas falou sobre sua trajetória. Ele refletiu sobre os 30 anos no esporte e o quanto aprendeu com as corridas. Mencionou que, embora esteja encerrando sua carreira, seu foco agora está no futuro, especialmente em seu filho. Ele expressou o desejo de que o garoto sonhe grande e se dedique ao que escolher fazer, seja no automobilismo ou em outra área.
Para marcar a despedida, a equipe Lola Yamaha preparou uma pintura especial para o carro de Di Grassi, incorporando elementos de suas 12 temporadas na Fórmula E. Porém, o final do evento não foi como ele esperava. Na primeira corrida, um problema no motor o tirou da disputa, e na segunda, ele abandonou devido a falhas eletrônicas.
A trajetória de Lucas Di Grassi nas pistas é admirável. Ele competiu por 12 temporadas na Fórmula E, conquistou 14 vitórias e 42 pódios. Na Fórmula 1, teve uma participação e disputou 18 Grandes Prêmios. No Mundial de Endurance, foi vice-campeão em 2016 e ainda se destacou nas 24 Horas de Le Mans, onde subiu ao pódio três vezes. Lucas também recebeu 11 prêmios de Capacetes de Ouro, sendo 9 de ouro.
Sua história é um exemplo de dedicação e paixão pelo automobilismo, e sua trajetória deixa um legado importante para as próximas gerações.