Equipes de F1 enfrentam risco com pneus da Pirelli na Malásia

Neste fim de semana, as equipes da Fórmula 1 enfrentarão uma série de incertezas na Malásia, já que o esporte retorna ao Circuito Internacional de Sepang após nove anos. Essa volta é um grande evento, e as equipes estão contando com dados históricos para fazer suas previsões antes da corrida. O mesmo vale para a Pirelli, fornecedora de pneus. Apenas dez semanas se passaram entre o anúncio do retorno de Sepang, feito em 26 de julho, e o dia da corrida, que será em 4 de outubro.

Normalmente, a Pirelli escolhe os compostos de pneus com base em um conjunto de dados, preferencialmente recentes, que incluem informações sobre a degradação dos pneus e os níveis de aderência da pista. Mas, com o tempo curto, a Pirelli decidiu usar as informações que tinha da sua última visita à Malásia. Dario Marrafuschi, chefe de motorsport da Pirelli, comentou: “Desde 2011, estivemos lá todos os anos, então temos uma boa história”. Ele explicou que 2017 foi o primeiro ano com pneus mais largos, o que se assemelha ao que temos atualmente. Para tomar decisões, Marrafuschi afirmou que os resultados de 2017 seriam a base, não os de 2016, 2015 ou 2014.

Pneus em Sepang: Uma escolha arriscada

A Pirelli confirmou que levará os pneus C2 (duro), C3 (médio) e C4 (macio) para Sepang neste fim de semana. Quando se trata de locais novos ou que estão voltando ao calendário, normalmente a Pirelli envia pessoal para o circuito para fazer medições e preparar tudo com antecedência. No entanto, desta vez, isso não foi possível. Marrafuschi esclareceu que não havia tempo suficiente para enviar alguém para avaliar a pista antes da corrida. “Precisamos preparar os materiais o mais rápido possível”, disse ele.

Essa decisão torna tudo um pouco incerto, já que a Pirelli está se baseando em dados de nove anos atrás. Para as equipes, isso complica ainda mais a preparação para o fim de semana. A atual geração de carros nunca competiu em Sepang, e a geração anterior, que usava efeito solo, também não. É verdade que as equipes podem fazer alguns testes em simuladores, mas ainda existem lacunas significativas nas informações sobre a pista. Isso significa que elas não conseguem usar o simulador para confirmar se os pneus escolhidos são realmente adequados para o circuito.

Na prática, o que parece é que as equipes vão ter que se adaptar rapidamente às condições do circuito, contando mais com a experiência e o talento dos pilotos. A corrida promete ser cheia de surpresas e, com certeza, será um desafio interessante para todos os envolvidos.

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Diego Martins