George Russell comentou que a falta de potência do seu Mercedes na largada do Grande Prêmio da Bélgica o deixou “mais lento que um carro de Fórmula 2”. Infelizmente, ele precisou abandonar a corrida logo no primeiro giro, após uma colisão com Lewis Hamilton na curva Les Combes. Durante a corrida, Russell foi ultrapassado por vários pilotos na longa reta que leva à curva Kemmel.
“Saí da curva um e não tinha potência nenhuma”, contou Russell em entrevista após a corrida. “Cheguei ao topo de Eau Rouge com zero por cento de bateria, e estava mais lento que um carro de Fórmula 2, sendo ultrapassado por três pilotos. Isso me deixou totalmente vulnerável.” Esse não foi um episódio isolado. Russell já havia reclamado antes sobre as diferenças na entrega de potência entre seu carro e o de seu companheiro de equipe, Andrea Kimi Antonelli, que acabou vencendo a prova.
“Estou me acostumando a essa decepção, infelizmente”, desabafou Russell, que não conseguiu pontuar em um GP pela terceira vez neste ano. Antonelli também mencionou ter enfrentado problemas semelhantes com seu motor nesta temporada. “Isso pode acontecer”, afirmou. “Sendo honesto, com o George, este final de semana houve uma leve perda, e às vezes você simplesmente não entende. Tive o mesmo problema na Austrália, por exemplo.”
A complexidade das novas unidades de potência torna difícil entender até que ponto o piloto impacta na entrega de energia, explicou Antonelli. “Pode depender um pouco da condução, mas às vezes o sistema simplesmente age de maneira diferente”, disse. “É muito complicado. Para a equipe, é preciso valorizar o trabalho, porque o sistema é realmente complicado. Claro, eles tentam facilitar as coisas, mas às vezes é difícil acertar tudo.”
Além disso, especialmente em circuitos que exigem muita energia, se você muda um pouco o jeito de dirigir, isso pode confundir o sistema. “É complicado”, reconheceu. “Mas eu concordo que neste final de semana, para o George, houve um pequeno problema. Tenho certeza de que isso será resolvido para Budapest.”