Fernando Alonso compartilhou que enfrenta um desafio que ele mesmo descreveu como “quase impossível” neste fim de semana, durante o Grande Prêmio da Espanha. Na primeira jornada do evento, realizada no novo circuito Madring, em Madrid, a sessão de treinos livres 2 (FP2) foi marcada por problemas com a embreagem de seu Aston Martin, que surgiram logo no início da prática. Isso aconteceu após seus treinos de largada no final da FP1, e, como ele destacou, essa falta de tempo na pista o deixou “fora de sintonia” e “um pouco atrasado no cronograma”. Ao todo, Alonso completou apenas 16 voltas, enquanto muitos outros pilotos fizeram entre 20 e 25, o que é uma diferença significativa.
No final da sessão, ele ficou em 17º lugar, mas ainda assim acendeu uma pequena esperança de que poderia avançar para a segunda fase da classificação (Q2). Essa possibilidade foi um pouco facilitada pelo fato de Lando Norris, da McLaren, não ter conseguido marcar tempo devido a um problema na transmissão do seu carro, o MCL60.
### Dificuldades na Corrida
Falando sobre o que pode acontecer na corrida, o bicampeão de F1 acredita que os 22 desafiadores contornos do Madring vão dificultar as ultrapassagens. Ele comentou: “Para nós, será quase impossível, considerando a desvantagem nas retas, então a classificação será fundamental.” Além disso, com as barreiras tão próximas, há sempre a chance de um safety car ou bandeiras vermelhas, o que exige que a equipe permaneça focada. “Precisamos ver a bandeira quadriculada e fazer a nossa corrida. Independente do resultado na classificação, ainda há esperança para domingo, se conseguirmos executar a corrida perfeitamente.”
### Incidentes e Desafios
Surpreendentemente, apesar das expectativas de muitos incidentes devido à complexidade do circuito, apenas uma bandeira vermelha foi acionada durante as duas horas de treinos. Isso aconteceu quando Arvid Lindblad, da Racing Bulls, perdeu o controle do carro na curva rápida 13, 35 minutos após o início da FP2. O tráfego na pista também foi um desafio para Alonso, que se mostrou confiante em uma melhora na classificação, embora ainda enfrente problemas com a unidade de potência Honda.
“Foi complicado lá fora, com o tráfego, mas foi um erro nosso estar fora de sincronia”, disse ele. “Amanhã, na classificação, deve ser melhor. Mas vai ser difícil acertar, principalmente com a temperatura dos pneus e o estado da carga da bateria no final da volta. Às vezes, se você muda um pouco o estilo de condução nas últimas curvas, parece que somos muito sensíveis a isso com a unidade de potência Honda. Estamos descobrindo algumas coisas e precisamos resolver isso com certeza.”