A Fórmula 1 está de olho no calendário de 2027 e planeja começar a temporada com o Grande Prêmio do Bahrein, seguido pela corrida na Arábia Saudita. No entanto, se a situação no Oriente Médio continuar tensa, pode haver mudanças nesse cronograma. Essa informação foi compartilhada pelo presidente e CEO da F1, Stefano Domenicali, que confirmou que o calendário será revelado no outono europeu.
De acordo com Domenicali, a ideia é manter o padrão tradicional, com as duas corridas acontecendo em sequência no meio de março. Mas, com a guerra em andamento no Irã e as incertezas sobre a paz na região, a Fórmula 1 pode precisar de um plano alternativo para abrir a temporada. Um detalhe que costuma passar despercebido é que a situação política pode influenciar até mesmo eventos esportivos de grande porte.
“Esse é o nosso plano padrão, mas se as coisas não melhorarem no Oriente Médio, temos opções e planos diferentes em mente”, disse o executivo. Ele explicou que o prazo para tomar uma decisão se estende até o final do ano, o que dá à F1 um tempo considerável para se ajustar. Domenicali ressaltou que a segurança e a estabilidade da região são prioridades, e que a Fórmula 1 não deve ser a principal preocupação nesse contexto delicado.
A meta continua sendo a realização de 24 Grandes Prêmios, mesmo que isso signifique ter que reorganizar o calendário. Atualmente, o Ramadã de 2027 deve terminar entre os dias 9 e 10 de março, o que permitiria que a temporada começasse no dia 14 de março no Bahrein, seguido pela corrida na Arábia Saudita uma semana depois. Enquanto isso, a F1 se mantém otimista, esperando que a situação melhore para que os fãs possam desfrutar das corridas sem preocupações.