George Russell comenta dilema sobre fim de corrida com safety car

George Russell compartilhou suas reflexões sobre a polêmica de terminar corridas de Fórmula 1 sob o safety car, especialmente após o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. O que aconteceu foi que, depois do acidente de Max Verstappen, muitos esperavam que o safety car saísse e que houvesse uma última volta para decidir o vencedor. No entanto, uma mensagem indicando que o safety car iria entrar acabou sendo desmentida rapidamente pela FIA, que explicou que se tratava de um “erro de software”. Assim, a corrida terminou sem a volta final sob bandeira verde.

De acordo com as regras, a saída do safety car só poderia ocorrer no final da 52ª volta, a última. Com as ultrapassagens proibidas, Charles Leclerc acabou vencendo, seguido por Russell em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Em anos anteriores, como no GP do Azerbaijão de 2021 e no GP da Austrália de 2023, situações semelhantes levaram a bandeiras vermelhas, permitindo a limpeza da pista e uma reinício da corrida. Russell expressou seu dilema sobre essa prática de interromper as corridas para um final emocionante.

Ele comentou: “Tenho opiniões conflitantes”, ao ser questionado pela mídia sobre o tema. “É justo para um piloto que está 20 segundos à frente ter uma bandeira vermelha e ver a corrida neutralizada com três voltas restantes?” Ele destacou que, se faltam 25% ou 30% da corrida, pode ser mais aceitável uma bandeira vermelha, mas quando restam apenas três voltas, como aconteceu em Melbourne em 2023, a situação é diferente.

Russell também deixou claro que não é fã de terminar uma corrida sob o safety car. Ele lembrou que a última vez que isso aconteceu foi em Abu Dhabi, em 2021, e que ele adoraria ver uma conclusão emocionante nas corridas. Contudo, ele observou que, se não houver incidentes, a chance de um final emocionante é mínima. No fim das contas, é um tema delicado, e, por enquanto, ainda não há um debate mais profundo sobre isso.

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Diego Martins