George Russell constrói ‘caixa de ferramentas’ para se reerguer após problemas no título da F1

George Russell compartilhou como a experiência acumulada durante os desafios na disputa pelo título de Fórmula 1 em 2026 será valiosa nas próximas corridas. Após 12 provas, o britânico está 59 pontos atrás do companheiro de equipe, Kimi Antonelli, que já soma seis vitórias, enquanto Russell conquistou apenas duas até agora.

Embora tenha iniciado a temporada com uma vitória na Austrália, Russell enfrentou dificuldades para se adaptar ao carro W17. Ele teve problemas com seu estilo de pilotagem que afetaram seu desempenho, além de questões de software do motor que complicaram suas corridas na Inglaterra e na Bélgica. Mas depois de um primeiro semestre complicado, ele voltou a brilhar com uma vitória convincente na Sprint do GP da Holanda e garantiu a segunda posição no grid para a corrida principal. Isso parecia promissor, pois ele já havia reduzido a diferença para Antonelli em três pontos.

Na corrida principal, Antonelli terminou em segundo, enquanto Russell ficou em terceiro. Assim, a diferença de 59 pontos se manteve, o que significa que ele tem menos oportunidades para alcançar seu companheiro de equipe. Mesmo assim, Russell acredita ter feito progressos em seu estilo de pilotagem e na compreensão do carro. Ele se sente confiante de que as experiências difíceis que viveu em 2026 servirão como aprendizado para o restante da temporada e também para o futuro.

Russell comentou sobre a situação: “Kimi está fazendo um trabalho incrível e nossos estilos de pilotagem são bem diferentes. No ano passado, isso já era evidente, e está funcionando muito bem para ele com este carro e esses pneus. Estou tentando adaptar meu estilo de pilotagem para algo semelhante.” Ele faz uma analogia com o golfe, explicando que, ao mudar seu swing, pode ser que você precise dar um passo para trás antes de conseguir melhorar.

Ele percebeu que a pausa na temporada permitiu que ele absorvesse esses aprendizados e chegasse ao GP da Holanda sem a pressão de ter que alcançar um resultado específico, mas mantendo em mente o que precisava fazer. Essa nova abordagem o deixou mais leve e relaxado, sem sentir que estava em uma luta desesperada.

Russell também afirma que, apesar de todos os desafios, ele está construindo uma “caixa de ferramentas” de experiência que o tornará um piloto ainda melhor nos próximos anos. “É um processo constante. Quem sabe no próximo ano a técnica será totalmente diferente. Essa é a beleza e o desafio da Fórmula 1”, ele reflete.

Ele decidiu enfrentar as corridas uma a uma, sem achar que tudo estava resolvido após o GP em Zandvoort. Ele fez mudanças significativas antes das corridas em Barcelona e na Áustria, que foram boas para ele, mas as corridas em Silverstone e Spa foram complicadas devido a problemas técnicos. No fim das contas, ele reconhece que a temporada não tem sido limpa, mas sente que após a pausa está mais relaxado e pronto para aproveitar a pilotagem. Para ele, a pressão diminuiu e a mentalidade agora é de ganhar, não de perder.

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Diego Martins