Guenther Steiner, ex-chefe da equipe Haas na Fórmula 1, fez uma análise interessante sobre a situação de George Russell na Mercedes. Ele comparou a trajetória do piloto com a de Valtteri Bottas, que foi um dos principais motores da equipe por um bom tempo. Russell, que está na família Mercedes desde 2017, se tornou piloto da equipe principal em 2022, substituindo exatamente Bottas, que tinha um papel crucial como segundo piloto ao lado de Lewis Hamilton.
A expectativa era de que Russell assumisse a liderança da equipe após a saída de Hamilton, que se transferiu para a Ferrari. No entanto, a situação mudou com a chegada de Kimi Antonelli, que, em seu segundo ano na equipe, está se destacando e atualmente lidera o campeonato com 59 pontos à frente de Russell.
Quando questionado se Russell poderia estar seguindo os passos de Bottas na Mercedes, Steiner foi cauteloso: “É uma pergunta difícil. Vamos ver como ele reage. Parece que sim, mas não posso afirmar com certeza”. Essa afirmação sugere que, assim como Bottas, Russell pode acabar assumindo um papel de coadjuvante, o que não é o que muitos esperam de um piloto tão talentoso.
Steiner também destacou que Russell tem opções. Se ele sentir que não está recebendo as mesmas oportunidades que outros pilotos, tem a liberdade de buscar uma posição de liderança em outra equipe. “Valtteri estava satisfeito com seu papel, mas se George não estiver feliz, ele deve procurar outra alternativa”, comentou Steiner.
Na prática, isso pode ser mais complicado do que parece, já que o mercado de pilotos está bastante disputado. “Encontrar um lugar livre para o próximo ano é difícil, mas quem sabe em 2028?”, disse. Russell, por sua vez, pode pensar: “Não quero ser o próximo Bottas e passar anos em segundo lugar. Preciso de algo mais”. No fundo, a decisão está nas mãos dele, e não da Mercedes.