George Russell, piloto da Fórmula 1, recebeu uma crítica direta de Jolyon Palmer, ex-piloto da categoria. Palmer afirmou que Russell está “na sorte” por estar tão próximo de Kimi Antonelli na disputa pelo título de pilotos. Para quem não está por dentro, essa briga está bem acirrada, especialmente agora que se aproxima o Grande Prêmio da Bélgica, onde Russell está 25 pontos atrás de seu companheiro de equipe na Mercedes.
Um detalhe interessante é que Antonelli já conquistou cinco vitórias, enquanto Russell ficou com apenas duas até agora. O jovem de 19 anos tem demonstrado um desempenho mais rápido e consistente. No entanto, a sorte não tem estado sempre ao lado de Antonelli, que enfrentou problemas como falhas na bateria em Barcelona e problemas com o escudo da roda em Silverstone. Ele estava em segundo lugar em ambas as situações, o que lhe custou, pelo menos, 36 pontos.
Russell, por sua vez, não tem mostrado a mesma garra que seu colega mais jovem. Palmer comparou a situação atual com a disputa do ano passado, quando Oscar Piastri dominou a primeira metade da temporada, mas acabou perdendo o ritmo quando Lando Norris começou a brilhar. Essa mudança de cenário pode muito bem se repetir, mas para isso, Russell precisa apresentar mais performances como a que teve na corrida da Austrália.
Falando sobre as chances de Russell, Palmer comentou no podcast F1 Nation: “Neste momento, ele é sortudo por estar apenas 25 pontos atrás, considerando seu nível de desempenho. Mas o estudo de caso é o ano passado: Lando encontrou o ritmo no final da temporada e conseguiu uma sequência de vitórias, enquanto a forma de Oscar não se sustentou. Essa é a ameaça para Kimi.”
Ele também destacou que Antonelli está tendo azar, mas que, como piloto, é expectativa que essas situações se equilibrem ao longo da temporada. Para a Mercedes, já houve algumas reviravoltas, e se o carro de Antonelli continuar quebrando, ele pode perder a chance de conquistar o campeonato, algo que foge do seu controle. Para Palmer, a chave para Russell é reencontrar seu ritmo e repetir aquelas performances marcantes de Melbourne, onde ele parecia ser o grande George Russell de antes.