GP do Bahrein na Malásia: quando a F1 usou nomes de outros países

Nesta semana, a Fórmula 1 chega a Sepang, mas, curiosamente, a corrida não vai acontecer no país que leva seu nome. O Grande Prêmio do Bahrein foi transferido para a Malásia, e o Circuito Internacional de Sepang vai sediar o evento apoiado pela Gulf Air. Essa mudança ocorreu após o adiamento da corrida original, prevista para abril, devido a preocupações com a segurança no Oriente Médio.

O Bahrein está ajudando a financiar essa transferência, mas mantém a sua companhia aérea como patrocinadora principal. Essa situação não é inédita na história da Fórmula 1. Já houve outras vezes em que o nome de um grande prêmio não correspondeu ao local da corrida. Por exemplo, em 1982, o Grande Prêmio da Suíça foi realizado em Dijon-Prenois, na França, já que a Suíça não recebe corridas de Fórmula 1 desde 1954, quando a prática foi banida após o trágico acidente de Le Mans.

Outro exemplo interessante é o Grande Prêmio de San Marino, que por 26 anos fez parte da temporada europeia, mesmo sem nunca ter sido realizado na pequena república. A FIA permitia apenas um grande prêmio por país, e o da Itália já estava garantido em Monza. Sem um circuito que atendesse aos padrões da FIA, a solução foi usar a identidade de San Marino para a corrida que ocorria em Imola, do outro lado da fronteira italiana. Esse evento se manteve no calendário até 2006.

Entre 1997 e 1998, o Grande Prêmio de Luxemburgo também se destacou por sua peculiaridade. Ele foi realizado no Nürburgring, na Alemanha, já que Hockenheim tinha os direitos contratuais do Grande Prêmio da Alemanha. Para evitar que duas corridas no mesmo país tivessem o mesmo nome, os organizadores optaram por usar o nome de Luxemburgo, que fica a cerca de 80 quilômetros do circuito. Jacques Villeneuve venceu a edição de 1997, seguido por Jean Alesi, enquanto Mika Hakkinen foi o vencedor de 1998, superando Michael Schumacher.

O nome Grande Prêmio da Europa é outro exemplo curioso, já que apareceu em seis circuitos diferentes em três países: Brands Hatch e Donington Park na Grã-Bretanha, Nürburgring na Alemanha, Jerez e o circuito de rua de Valência na Espanha, além de Baku, no Azerbaijão. Historicamente, esse nome permitia a inclusão de uma segunda corrida em um mesmo país, sem infringir a regra de um grande prêmio por nação. O rótulo também foi usado na corrida inaugural de Baku em 2016, que, no ano seguinte, passou a ser chamada de Grande Prêmio do Azerbaijão.

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Diego Martins