GP do Bahrein não será remarcado e preocupa fim da temporada

A Fórmula 1 está praticamente descartando a ideia de reagendar o GP do Bahrein para 2026. Com a escalada do conflito no Oriente Médio, a preocupação se estende também para as corridas no Catar e em Abu Dhabi, que estão programadas para o final da temporada. As equipes, os promotores e a própria categoria estão avaliando o que fazer para manter o maior número possível de corridas no calendário, mas, com a situação geopolítica mudando rapidamente, ainda não há uma solução viável. As decisões sobre as provas restantes na região devem ser tomadas após as férias de agosto.

Esse ano, a temporada de 2026 já sofreu um impacto significativo devido ao aumento das hostilidades entre Irã e Estados Unidos. O Bahrein e a Arábia Saudita já haviam sido retirados do calendário após o início do conflito em janeiro. Havia até uma expectativa de que a corrida em Sakhir fosse remarcada para o fim de semana entre os GPs de Singapura e do Azerbaijão, mas esse plano foi abandonado. A intensificação das operações militares dos Estados Unidos e a resposta do Irã, que atacou bases americanas em diferentes países, levaram a Fórmula 1 a retirar novamente o GP do Bahrein de sua programação.

Nos bastidores, os dirigentes da Fórmula 1 estão analisando diferentes opções para preencher a vaga deixada pela corrida em Sakhir. Um dos circuitos que voltou a ser cogitado é o da Turquia, mas o Istanbul Park ainda precisa de algumas intervenções exigidas pela FIA, como mudanças nas zebras e nas barreiras de segurança. Essas modificações dependem do apoio do governo turco antes que o circuito possa receber uma corrida da F1.

As equipes, embora relutantes em fazer duas corridas no mesmo circuito em uma única temporada, concordam que é essencial manter pelo menos 22 etapas. Isso não é apenas uma questão de compromissos com patrocinadores, mas também porque a Liberty Media precisa cumprir contratos de transmissão que exigem um número mínimo de provas.

E a incerteza não para por aí. Os GPs do Catar, agendado para 29 de novembro, e de Abu Dhabi, previsto para 6 de dezembro, também estão sob observação, enquanto a F1 aguarda possíveis avanços diplomáticos na região. Portimão e Ímola foram mencionados como alternativas, mas um retorno à Europa parece improvável devido aos desafios logísticos após a etapa em Madri.

A definição sobre o cenário para o fim da temporada precisa acontecer em breve. Fontes do paddock indicam que o prazo máximo para decidir o formato do encerramento deve ser antes do GP da Holanda, que marca a volta da F1 após as férias de meio de ano. E não são só as equipes da Fórmula 1 que estão na expectativa; categorias como Fórmula 2 e Fórmula 3 também aguardam uma posição oficial, já que seus calendários estão diretamente ligados às decisões da principal categoria do automobilismo mundial.

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Diego Martins