Hamilton comenta dificuldade da Ferrari com pneus

Lewis Hamilton acabou o Grande Prêmio do Azerbaijão de Fórmula 1 na sexta posição e saiu de Baku sem entender bem o que aconteceu com a Ferrari. Ele ficou surpreso com a dificuldade da equipe em fazer os pneus funcionarem, um desafio que acompanhou todo o fim de semana. O piloto britânico também comentou sobre a diferença de velocidade nas retas, descrevendo a vantagem dos concorrentes como “absurda”.

O principal problema para Hamilton surgiu repetidamente durante o evento. A Ferrari tentou fazer alguns ajustes para melhorar o desempenho dos pneus, mas, na hora decisiva, as dificuldades voltaram à tona e persistiram durante a corrida. Na prática, o que costuma acontecer é que, mesmo com mudanças, as soluções nem sempre trazem os resultados esperados, e foi isso que o piloto sentiu.

Hamilton explicou que a questão central era conseguir colocar os pneus para funcionar corretamente ao longo do fim de semana. Ele disse: “Simplesmente não acho que tenha conseguido fazer os pneus funcionarem de verdade, e não consigo entender completamente por que isso acontece com nosso carro”. Essa incerteza é algo que pode gerar frustração, especialmente em um esporte tão competitivo.

Ele notou uma leve melhora durante o terceiro treino livre, mas o panorama mudou novamente na sequência do evento. Durante a corrida, os pneus chegaram a entrar na faixa ideal de funcionamento, permitindo que ele tivesse um desempenho razoável no começo. No entanto, a situação se complicou após a troca para os pneus médios. “Foi um pouco melhor no TL3, mas no Q1 foi realmente difícil fazê-los funcionar. No fim do primeiro stint, de repente os pneus começaram a funcionar e eu tinha um ritmo razoável. Mas então colocamos os médios e eles simplesmente não funcionaram durante todo o tempo”, explicou Hamilton.

Além da questão dos pneus, o heptacampeão também destacou a diferença de desempenho nas retas em Baku. Ele observou que a potência dos carros rivais estava muito acima do esperado, o que forçou a equipe a adotar estratégias defensivas em partes do circuito onde normalmente não seria necessário. “Esses caras simplesmente têm potência, potência, potência em todos os lugares, o que é bastante absurdo de ver”, concluiu, deixando claro o quanto essa situação o incomoda.

Sobre o Autor

Diego Martins