Max Verstappen acaba de renovar seu contrato com a Red Bull até 2030, encerrando meses de especulações sobre o futuro do piloto, que já é campeão mundial de Fórmula 1 quatro vezes. Helmut Marko, uma figura importante na equipe, acredita que este é o momento ideal para essa decisão. A extensão do contrato foi anunciada numa quinta-feira, pouco antes do Grande Prêmio da Holanda, que acontece em Zandvoort, e garante que Verstappen, de 28 anos, permaneça na equipe por uma impressionante 15ª temporada.
Marko, que foi conselheiro da Red Bull e liderou o programa de jovens pilotos, foi quem trouxe Verstappen para a equipe. Ele destacou a importância da renovação, afirmando que isso traz calma e estabilidade ao time. “É o sinal certo na hora certa”, disse Marko. Ele também ressaltou que, embora a estabilidade seja importante, o foco principal deve sempre ser o desempenho nas pistas. “O resultado é o que realmente importa”, completou.
Nos últimos tempos, o futuro de Verstappen gerou muitas conversas nos bastidores da Fórmula 1. O contrato anterior dele, que ia até o final de 2028, tinha cláusulas de saída relacionadas ao desempenho, o que alimentou rumores sobre uma possível saída para equipes como McLaren ou Mercedes. Houve até conversas informais entre a gestão de Verstappen e a McLaren, e o chefe da Mercedes, Toto Wolff, admitiu que tiveram diálogos reservados. No entanto, Verstappen deixou claro que estava mais inclinado a considerar a aposentadoria do que trocar de equipe, especialmente após algumas frustrações com o esporte.
No final, ele decidiu ficar. Para Marko, essa escolha vai além de Verstappen. “Max é a cara de toda a equipe, uma figura de liderança”, afirmou. Ele acredita que a extensão do contrato é um fator crucial, pois “todo engenheiro ambicioso quer trabalhar com o melhor piloto”. A duração do novo contrato é significativa. Ao se comprometer até 2030, Verstappen se alinha com o fim do ciclo atual dos motores V6 turbo-híbridos e se aproxima de uma mudança regulatória esperada na Fórmula 1. A FIA está avaliando a transição para motores V8 de 2,4 litros movidos a combustíveis totalmente sustentáveis, com a introdução prevista para 2031, embora 2030 ainda seja uma possibilidade, caso os fabricantes concordem. “Se um novo motor será introduzido em 2030 ou 2031, ainda está por ver”, comentou Marko.