Recentemente, Helmut Marko, ex-conselheiro da Red Bull, levantou questões interessantes sobre a velocidade com que a Ferrari tem lançado suas atualizações nesta temporada. Com a introdução das novas regras para unidades de potência, era esperado que houvesse uma verdadeira corrida por inovações, já que muitos detalhes sobre essas mudanças ainda eram incertos. E, em apenas oito corridas da temporada de 2026, a Ferrari já trouxe diversas atualizações significativas para o modelo SF-26.
O que chama a atenção é que a equipe italiana apresentou mais atualizações importantes do que seus concorrentes, incluindo uma recente melhoria no motor a combustão interna. E não para por aí! Para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha deste fim de semana, mais novidades estão a caminho para serem utilizadas por Lewis Hamilton e Charles Leclerc, o que só aumenta a curiosidade de Marko.
Ele questiona como, dentro do atual teto orçamentário, a Ferrari consegue desenvolver e implementar novas peças tão rapidamente. A preocupação dele é se a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) tem uma maneira eficaz de garantir que os centros de pesquisa da equipe em Maranello não estejam, de forma secreta, envolvidos nesse processo.
Falando sobre a frequência das atualizações da Ferrari, Marko comentou: “Para equipes normais, isso é praticamente impossível.” Segundo ele, quando se trata de fabricantes como Mercedes ou Ferrari, a situação é mais complexa. Ele se pergunta como a FIA planeja verificar se os centros de pesquisa em Maranello ou em Stuttgart não estão trabalhando em projetos de Fórmula 1.
Essa questão não é nova; em 2021 e 2022, muitos ficaram surpresos com a quantidade de atualizações que a Mercedes implementou e como conseguiram fazer isso respeitando o orçamento. Agora, a própria Mercedes se questiona sobre a velocidade das inovações da Ferrari. É um cenário que promete muitas discussões e especulações nos bastidores do automobilismo.