Horner explica por que Brown evita confronto com Wolff

Christian Horner, ex-chefe da Red Bull Racing, acredita que Zak Brown, da McLaren, não tem muita liberdade para criticar publicamente Toto Wolff, o líder da Mercedes. Isso se deve à parceria entre as duas equipes, já que a McLaren depende dos motores alemães, o que coloca Brown em uma posição complicada.

Em uma entrevista ao jornal The Guardian, Horner falou sobre a rivalidade com Wolff e mencionou que a relação comercial entre as equipes ajuda a entender por que Brown raramente faz críticas ao chefe da Mercedes. Desde 2021, a McLaren utiliza os motores da Mercedes e já acertou um contrato que vai até 2030, englobando todo o atual ciclo de regulamentos dos motores.

Além disso, Horner também comentou sobre uma declaração de Wolff sobre seu retorno à Fórmula 1. O dirigente da Mercedes afirmou que Horner já havia “quebrado muita coisa” para conseguir voltar à categoria. Em resposta, Horner lembrou que Wolff havia criticado duramente o projeto de motor da Red Bull, chamando-o de “completa porcaria” e “desastre” no passado, mesmo após a equipe conquistar vitórias em GPs importantes.

Horner ainda fez questão de minimizar a situação atual de Wolff, ressaltando que ele está em uma posição confortável, enquanto Brown enfrenta desafios maiores por causa da dependência dos motores. “Toto está com tudo bastante fácil no momento. Zak Brown está comprometido porque usa o motor do Toto, então não pode criar atritos”, comentou.

O ex-dirigente destacou que a rivalidade é uma parte essencial do esporte e fez comparações com disputas icônicas do futebol, como as de Alex Ferguson contra Arsène Wenger e José Mourinho contra Pep Guardiola. Para Horner, esses confrontos não apenas dividem opiniões, mas também têm o poder de unir equipes em torno de um objetivo comum.

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Diego Martins