Lance Stroll, piloto da Aston Martin, comentou sobre um desabafo que teve pelo rádio durante o Grande Prêmio do Bahrein, na Malásia. Ele revelou que a frustração não veio de um problema mecânico, mas sim da gestão dos pneus. No final da corrida, Stroll ficou em 12º lugar, mais de 18 segundos atrás do vencedor Max Verstappen, em um fim de semana em que a estratégia da equipe para conservar os pneus não funcionou como esperado.
Durante a corrida, Stroll soltou um “f this s” ao responder a uma mensagem da equipe, logo antes de ultrapassar Esteban Ocon, da Haas. Ele explicou que a equipe estava tentando gerenciar os pneus achando que o desgaste seria maior, mas acabou percebendo que os pneus Pirelli estavam se comportando melhor do que o previsto, o que lhe custou posições na pista antes de decidir atacar novamente.
Falando sobre a mensagem pelo rádio, Stroll disse a alguns jornalistas: “A questão era mais sobre os pneus. Estávamos tentando gerenciá-los, mas quanto mais tentávamos, mais perdíamos temperatura e ficávamos fora da janela ideal. Na verdade, não era uma corrida de gerenciamento, mas uma corrida intensa. Quando começamos a forçar e ultrapassar alguns carros, isso provavelmente nos custou pontos na corrida, apenas por causa do gerenciamento excessivo e de não termos pressionado os pneus. Eu acho que os pneus eram bem mais robustos do que pensávamos.”
Agora, a atenção se volta para o Grande Prêmio de Cingapura, que acontece no Circuito da Baía de Marina. Esse circuito é conhecido por suas curvas de baixa velocidade e zonas curtas de aceleração, o que geralmente ajuda a disfarçar a falta de potência que a Aston Martin enfrentou durante toda a temporada. Stroll acredita que essa corrida pode ser uma oportunidade para o carro mostrar suas qualidades, antes que voltemos a circuitos que evidenciam a desvantagem da Honda nas retas.
Sobre a melhora recente da Aston Martin, Stroll foi cauteloso. “É um alívio temporário”, comentou. “Acho que essa última semana, esta semana deve ser melhor novamente, mas depois vamos enfrentar longas retas e provavelmente perderemos novamente dois segundos por conta do motor em lugares como o México e Austin. Então, sim, precisamos aproveitar esses finais de semana em que sabemos que o carro se destaca mais do que o motor, e, ao mesmo tempo, continuar trabalhando duro para conseguir mais potência e resolver as questões que sabemos que precisamos aprimorar.”