Lewis Hamilton revelou que não tem utilizado o simulador da Ferrari para se preparar para as corridas desde o Grande Prêmio do Canadá, que aconteceu no final de maio. O piloto, que já conquistou sete campeonatos mundiais, acredita que essa ferramenta estava o “desorientando”.
Durante sua primeira temporada com a Ferrari, Hamilton percebeu que o simulador não se comportava como ele esperava. As configurações que ele tentava fazer no simulador não refletiam a realidade do carro, o SF-25, nas pistas. Ele se esforçou para fazer a ferramenta funcionar, mas a conexão entre o carro virtual e o real simplesmente não existia. Essa situação lhe trouxe lembranças de dificuldades que enfrentou nos últimos anos na Mercedes.
Diante disso, o piloto de 41 anos decidiu mudar sua abordagem na preparação para as corridas e abandonou o uso do simulador. Essa decisão parece ter dado resultado, já que sua performance melhorou consideravelmente. Desde que deixou de lado o simulador, ele conquistou uma vitória e subiu ao pódio em outras duas corridas, o que o coloca a apenas 32 pontos de Kimi Antonelli na disputa pelo título.
Quando perguntado se usou o simulador após o GP do Canadá, Hamilton foi direto: “Não.” E, ao ser questionado sobre como essa mudança impactou seu desempenho, ele sorriu e respondeu: “De maneira imensa.” Ele lembrou que, durante os primeiros anos na Mercedes, também não utilizava o simulador. Mesmo reconhecendo que essas ferramentas podem ser úteis, ele destacou que, em sua experiência recente, elas também podem te levar a caminhos errados.
Hamilton mencionou que começou a usar simuladores em 1997 e que, embora possam ser bastante eficazes, também têm o potencial de confundir o piloto. Ele percebeu que o que aconteceu no último ano foi especialmente problemático, e essa percepção o levou a decidir parar de usá-lo. Agora, ele se sente mais confiante e sua performance nas pistas reflete essa mudança.