Lewis Hamilton não acredita que sua recuperação na Fórmula 1 em 2026 se deva apenas à mudança na filosofia dos carros. Ele percebeu que o estilo de pilotagem exigido pelos carros com efeito de solo de 2022 a 2025 não combinava com a sua maneira tradicional de frear forte e tarde, além de ser agressivo nas entradas e saídas das curvas. Enquanto Hamilton sempre foi fã de “v-ing” nas curvas, essa nova geração de carros premiava os pilotos que “u’d” uma curva, ou seja, que freavam mais cedo e passavam pela curva com mais suavidade, aproveitando a aerodinâmica gerada pela parte inferior do carro.
Para 2026, as regras dos chassis voltaram a um estilo anterior a 2022, onde a maior parte da downforce é gerada pelas asas, além do retorno do que chamamos de “rake aerodinâmico” — que é a diferença de altura entre a frente e a traseira do carro. Esse ajuste favorece o estilo de Hamilton, que teve muito sucesso entre 2017 e 2021 com a Mercedes, conquistando quatro dos seus seis títulos com a equipe.
Contudo, ele não acredita que essa mudança seja a única razão para seu desempenho melhorado em 2026, especialmente após um ano difícil em 2025 na Ferrari. Hamilton mencionou algumas mudanças que ele ajudou a implementar, com o apoio do chefe da equipe, Fred Vasseur, como a adoção de discos de freio da Carbon Industrie, já que a Ferrari costumava usar materiais da Brembo.
“Eu acho que as pessoas falam muito sobre meu estilo de pilotagem não ter funcionado no carro anterior, e sim, eu estava menos feliz com aquele carro, mas ainda assim ganhei corridas. Consegui fazer grandes corridas, como em Silverstone [2024], por exemplo”, explicou Hamilton à imprensa, incluindo o RacingNews365.
Ele acredita que, se o seu estilo não se adequasse à geração de carros, ele não teria conquistado nenhuma vitória. “Acredito que o segredo está em saber se adaptar. No ano passado, havia muitos elementos que não funcionavam para mim com a configuração que tínhamos. Demorou para que essas coisas fossem mudadas, mas agora estamos começando a ver essas mudanças, e sou muito grato por isso.”
Hamilton ressaltou que sua meta ao entrar na equipe foi observar e ver como poderia contribuir com seus 20 anos de experiência e sete campeonatos para ajudar a equipe a se desenvolver ainda mais. “Estou deixando nenhuma pedra sobre pedra. Falei no ano passado sobre o quanto trabalhei nos bastidores para ajudar a equipe a melhorar, e finalmente estamos vendo os primeiros passos dessa evolução.”