Lewis Hamilton tem desejo atendido com novo GP de F1 confirmado

A Fórmula 1 confirmou que vai voltar a correr na África, com o Ruanda escolhido como o país-sede de um grande prêmio a partir do início da década de 2030. Essa é uma notícia animadora, já que a última corrida no continente aconteceu em 1993, no autódromo de Kyalami, na África do Sul. Quase quatro décadas se passaram, e agora, a expectativa é que o Grande Prêmio Africano, patrocinado pelo Visit Rwanda, aconteça em uma nova pista projetada em Bugesera, localizada a cerca de 40 km da capital, Kigali.

Diversos locais foram mencionados como possíveis anfitriões para o retorno da F1 à África, incluindo Kyalami e circuitos no Marrocos e na Nigéria. No entanto, o Ruanda foi escolhido, principalmente por ter recebido eventos de destaque nos últimos anos. Em 2024, a Assembleia Geral da FIA e a cerimônia de premiação anual ocorreram em Kigali, e o presidente Paul Kagame tem participado de várias corridas, mantendo boas relações com Stefano Domenicali, presidente e CEO da F1, e Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA.

A nova pista será construída próxima ao novo Aeroporto Internacional de Kigali e projetada para se integrar ao cenário natural da região. A ideia é aproveitar as mudanças de elevação do terreno para criar uma experiência de corrida única e desafiadora. Isso também promete oferecer ótimas vistas para os fãs. Além disso, a expectativa é que o local traga crescimento econômico e investimentos para a região a longo prazo.

Lewis Hamilton, o piloto que já conquistou sete campeonatos mundiais, sempre lutou pela inclusão da África no calendário da F1. Ele até afirmou que não se aposentaria até que isso acontecesse. Se a primeira corrida ocorrer em 2030, Hamilton estará com 45 anos.

Ao comentar sobre a novidade, o presidente Kagame destacou que esse momento “pertence à África” e aos “100 milhões de fãs” do continente. Ele afirmou: “Hoje é um dia importante para a África. Durante mais de três décadas, o campeonato de automobilismo mais importante do mundo não teve a presença deste continente, e isso muda com este acordo.” Kagame expressou orgulho em sediar o Grande Prêmio Africano e ressaltou a importância de inspirar a juventude local, que sonha em se ver representada no esporte, seja como engenheiros, técnicos, ou até mesmo como pilotos.

Esse acordo de dez anos também é uma aposta no futuro do Ruanda, prometendo gerar empregos, desenvolver habilidades e estimular o turismo. “Não se trata apenas de um final de semana de corridas, mas de deixar um legado duradouro para nosso povo”, disse o presidente.

O presidente da FIA, Ben Sulayem, também comentou que essa é uma “momento histórico” para a F1 ao retornar à África. Ele elogiou o compromisso do Ruanda em oferecer um evento de classe mundial e destacou a importância de criar um legado que inspire novas gerações e desenvolva talentos no continente. “Aumentar a acessibilidade é fundamental para a missão da FIA. Temos a responsabilidade de garantir que nosso esporte continue a crescer em todos os níveis”, completou.

Essa nova fase promete ser emocionante, não só para os fãs de corridas, mas para toda a comunidade envolvida no automobilismo africano.

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Diego Martins