Liam Lawson compartilhou um pouco sobre como tem lidado com o ódio nas redes sociais durante os primeiros passos em sua carreira na Fórmula 1. Ele revelou que sua maior força nesse período tem sido a resiliência psicológica. O neozelandês começou sua trajetória na F1 de forma intensa, substituindo Daniel Ricciardo em 2023 e 2024, e conquistou uma vaga fixa na Red Bull para 2025. No entanto, depois de apenas duas corridas, ele foi rebaixado para a Racing Bulls. Apesar dos altos e baixos, ele se firmou como um piloto consistente, chegando frequentemente ao Q3 e pontuando nas corridas.
O início de Lawson na F1 foi repleto de desafios. Após um incidente com Sergio Pérez no Grande Prêmio da Cidade do México em 2024, ele enfrentou uma onda de ataques online. O número de mensagens negativas que recebeu foi tão grande que ele decidiu desinstalar os aplicativos de redes sociais. Em 2025, ele voltou a baixar as redes, mas apenas para acompanhar os amigos. É triste pensar que nenhum atleta deveria passar por esse tipo de situação, mas Lawson acredita que essa experiência o tornou mais forte.
Em uma conversa no podcast High Performance, ele comentou sobre como lidou com o hate nas redes. “Definitivamente, o aspecto psicológico foi o mais importante. Construir resiliência nesse sentido tem sido fundamental para mim. Quando comecei, eu me importava bastante. Como todos dizem que não se importam, eu acabei me importando mais do que imaginava. Era tudo novo e, de repente, meu celular estava explodindo com mensagens e eu pensei: ‘Uau, isso é louco. Não esperava por isso'”, revelou.
Após um ano repleto de experiências, Lawson sente que agora está em uma posição muito melhor. “Honestamente, não me importo mais. É fácil ficar pensando que certas coisas são injustas”, disse ele.
A F1 e o automobilismo, em geral, são conhecidos por serem ambientes onde o abuso online é comum, especialmente após a disputa acirrada entre Lewis Hamilton e Max Verstappen em 2021. Lawson acredita que essas experiências o tornaram um piloto melhor. “Sempre penso que, no automobilismo, há muitas variáveis. Se olharmos para outros esportes como golfe ou tênis, parece que tudo depende do atleta. No motocross, que eu adoro acompanhar, parece que é só o piloto que importa. Mas, no nosso caso, há tantas variáveis que é fácil achar que você teve azar quando algo dá errado”, comentou.
Refletindo sobre tudo o que passou, Lawson conclui que se sente muito mais preparado e completo, tanto como piloto quanto como pessoa. Ele encontrou formas de crescer e aprender com as dificuldades, mostrando que, apesar dos desafios, há sempre espaço para evolução e desenvolvimento pessoal.