Londres é responsabilizada por polêmica nas ordens de equipe da Fórmula E

Recentemente, Florian Modlinger, o chefe da equipe da Porsche na Fórmula E, levantou uma questão interessante sobre o ExCeL Centre, em Londres. Ele apontou que esse espaço tem se mostrado um local onde as ordens de equipe se tornam necessárias, especialmente após uma temporada final cheia de polêmicas. Nos últimos quatro anos, o ExCeL Centre recebeu as finais de temporada, e, como muitos já perceberam, elas costumam ser marcadas por momentos caóticos.

Na última corrida, há cerca de duas semanas, a Porsche utilizou uma estratégia que envolvia seu piloto Nico Müller e a equipe cliente Cupra Kiro, tudo para dar suporte a Pascal Wehrlein na busca pelo seu segundo título mundial. No entanto, essa abordagem não passou despercebida. A Jaguar, que se sentiu prejudicada pelas táticas da Porsche, decidiu adotar uma estratégia semelhante. O piloto Antonio Felix da Costa ficou atrás de Wehrlein para ajudar Mitch Evans em sua corrida.

Essas ordens de equipe levaram os pilotos a desacelerarem propositalmente, o que gerou acusações de manobras desleais, como a famosa “freada brusca”. Apesar das reclamações, os comissários não tomaram nenhuma medida. No entanto, as trocas de farpas entre os pilotos foram intensas. Após a primeira corrida, Evans comentou que parecia que, mesmo se tentasse ultrapassar Müller, ele acabaria sendo jogado na parede. Já após a segunda corrida, em que Wehrlein se consagrou campeão, ele classificou a condução de da Costa como “uma das atitudes mais antidesportivas e injustas que já vi”.

Um ponto importante é que essa foi a última vez que a Fórmula E correu no ExCeL Centre, pois o local não foi considerado seguro para a próxima geração de carros, os Gen4. Modlinger acredita que a configuração apertada e sinuosa do circuito favorece as ordens de equipe e prejudica a competição justa entre os pilotos. Ele defende que as finais de temporada deveriam acontecer em pistas onde as disputas possam ser mais autênticas e sem intervenções estratégicas.

Falando sobre a situação em Londres, Modlinger disse: “Sim, havia estratégias por trás, algumas mais excessivas, outras menos. Mas, como já mencionei na coletiva de imprensa, se você faz uma final de temporada em um circuito assim, isso convida a pensar em tais táticas. Eu realmente preferiria ter uma final em uma pista onde os pilotos possam competir de forma justa, sem estratégias envolvidas.”

Ele ainda comentou que, se Londres fosse o cenário para a abertura da temporada ou para as primeiras corridas, teríamos vistos corridas bem diferentes. E, embora o ExCeL não esteja mais no calendário, há sempre a possibilidade de que situações semelhantes voltem a ocorrer em outros circuitos no futuro.

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Diego Martins