Karun Chandhok tem um recado importante sobre o circuito de Madring: se os organizadores realmente querem resolver o problema da falta de ultrapassagens, será preciso investir mais na pista. O último final de semana marcou a estreia do Grande Prêmio da Espanha no Madring, e Kimi Antonelli levou a melhor, conquistando a vitória. Max Verstappen e Lando Norris completaram o pódio, mas a corrida não foi bem recebida pelo pessoal do paddock, principalmente por conta da escassez de ações significativas na pista.
Lando Norris foi um dos que mais criticou, mencionando a combinação de direção e frenagem nas curvas 18 e 19. Ele sugeriu que seria melhor eliminar essa sequência e criar uma reta mais longa que leve a uma curva mais ampla. Oliver Bearman, da Haas, também comentou sobre as zonas de frenagem curvas, que dificultam as manobras de ultrapassagem. E, para Gabriel Bortoleto, a corrida foi tão monótona que ele quase pegou no sono ao volante. Verstappen também se manifestou, apontando que as zonas de frenagem que exigem manobras simultâneas de direção e frenagem tornam quase impossível ultrapassar.
Chandhok fez uma comparação interessante com Mônaco, que muitas vezes escapa das críticas pela sua tradição e história, algo que o Madring ainda não possui após apenas um evento. Ele descreveu a corrida em Madrid como uma oportunidade perdida, ressaltando que, assim como em Mônaco, parecia quase impossível ultrapassar, mas em uma velocidade bem maior. “Fazer ajustes em uma pista já existente, especialmente uma de rua, não é fácil, mas espero que eles façam algumas mudanças para o próximo ano”, escreveu Chandhok em suas redes sociais.
Ele mencionou que o custo e o esforço para a famosa curva ‘La Monumental’ foram enormes, mas que será necessário mais investimento para melhorar a “capacidade de corrida” no restante do circuito. O Madring tem um contrato de 10 anos, o que garante que ele será uma presença constante no calendário da F1, oferecendo muitas oportunidades para melhorias.
Chandhok ainda citou o Circuito da Cidade de Baku, no Azerbaijão, como um exemplo de como um layout pode se tornar mais atraente uma vez que suas zonas de ultrapassagem sejam compreendidas. Ele lembrou que a primeira corrida em Baku, em 2016, foi muito monótona, mas as edições seguintes foram bem mais emocionantes. “As áreas de frenagem curvas simplesmente não funcionam para ultrapassagens. Baku tem pelo menos duas boas zonas de ultrapassagem, entradas largas e zonas de frenagem retas, permitindo que os pilotos saiam da linha e ainda consigam parar. Isso é tudo o que qualquer pista precisa”, completou.