Mattia Binotto compara promessa da Audi à Ferrari de 1995

A Audi está dando seus primeiros passos na Fórmula 1 e, segundo o chefe da equipe, Mattia Binotto, a situação atual da equipe lembra bastante a Ferrari de 1995. A intenção da Audi é clara: lutar por campeonatos mundiais até 2030. A montadora entrou na F1 em 2026, depois de assumir o controle da Sauber, atraída pelas novas regras de unidades de potência.

Até agora, os pilotos Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto somaram 12 pontos, mas a equipe também enfrentou dificuldades, terminando em 11º lugar em seis das onze corridas. Bortoleto até apontou que o chassis R26 é um dos melhores do grid, o que dá um certo alento em meio aos desafios.

O foco principal da equipe tem sido a unidade de potência, um aspecto crucial para aumentar a competitividade. Desde o início da temporada, ficou claro que a Audi não espera lutar por títulos antes de 2030, enquanto se prepara para enfrentar gigantes como Mercedes, McLaren, Red Bull e Ferrari.

Ao adquirir a Sauber, a Audi também herdou a fábrica em Hinwil, na Suíça. Essa instalação não recebeu tantos investimentos nos últimos anos, o que deixou a equipe um pouco atrás dos rivais. Desde a compra pela Rausing em 2016, a Sauber passou por várias mudanças e ainda busca um lugar melhor na tabela.

Para Binotto, que tem uma longa trajetória na Ferrari, a comparação com a fábrica de Maranello em 1995 é inevitável. Na época, Jean Todt estava tentando reconstruir a equipe, trazendo nomes como Ross Brawn, Rory Byrne e Michael Schumacher. Ele observa que, se alguém visitar as instalações de equipes como Mercedes, Ferrari ou McLaren e, em seguida, a Audi, perceberá a diferença de infraestrutura.

“Nosso espaço e nossa infraestrutura não estão no mesmo nível dos times de ponta. Isso não é uma crítica, mas sim um fato. O que a antiga administração ambicionava trouxe essa diferença, e precisamos nos preparar melhor”, explicou Binotto. Ele destaca a necessidade de crescimento, com mais pessoas e mais espaço para fabricação. “Estamos considerando planos de expansão, pois isso será fundamental para nosso sucesso no futuro.”

Binotto acredita que a situação atual da Audi é semelhante à da Ferrari de 1995: uma fábrica pequena, com poucos funcionários e processos limitados. “O que temos feito está na direção certa. A equipe está melhorando e progredindo, e muitas coisas estão acontecendo na fábrica que não são visíveis para a mídia ou para os fãs”, afirmou. Ele se mostra otimista quanto ao futuro: “Podemos afirmar que 2030 é um objetivo concreto e alcançável para lutarmos pelo campeonato mundial.”

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Diego Martins