Max Verstappen admitiu que, em alguns momentos desta temporada, foi “duro” em sua busca para voltar a vencer com a Red Bull. Os primeiros meses do campeonato foram desafiadores para Verstappen e sua equipe, que enfrentaram dificuldades para resolver os problemas do carro RB22. Mas uma atualização significativa que chegou em Baku mudou tudo, e os resultados começaram a melhorar.
Essa mudança foi um marco, levando Verstappen a conquistar sua primeira pole position e a primeira vitória da temporada na Malásia. O piloto manteve o bom desempenho em Cingapura, onde transformou a pole do sprint no Circuito de Marina Bay em uma vitória. O tetracampeão da F1 percebe uma diferença clara entre a virada desta temporada e a do ano passado, quando os resultados começaram a melhorar a partir de Monza. “É uma história completamente diferente”, comentou Verstappen em entrevista ao De Telegraaf. “No ano passado, tudo girava em torno da configuração do carro. Pensávamos que ele não poderia funcionar com um determinado ajuste, mas depois descobrimos que conseguia. Foi uma lição.”
Ele continuou explicando que, neste ano, no início, poderiam ter tentado qualquer configuração, mas isso não teria melhorado o equilíbrio do carro. “As últimas atualizações ajudaram muito. Agora consigo encontrar meu ritmo com mais facilidade e explorar os limites”, revelou. Verstappen também reconheceu que, às vezes, foi duro, mas sempre de forma clara e honesta. “A equipe sabe que não é nada pessoal. Sou um perfeccionista e quero sempre fazer melhor, especialmente quando sei que é possível.”
Agora, Verstappen se prepara para um momento especial em sua carreira: a corrida em Cingapura será a sua 250ª na F1, se tudo correr como o planejado. É um número impressionante para o piloto holandês, que fez sua estreia aos 17 anos com a Toro Rosso em 2015. Desde então, ele conquistou quatro títulos mundiais e 72 vitórias em Grandes Prêmios, embora essa trajetória tenha seus altos e baixos. Surpreendentemente, Verstappen não tinha ideia de que essa corrida seria tão marcante. “Para ser honesto, não sabia que seria minha 250ª corrida”, contou. “Costumo rever todas as corridas, boas ou más, para ter uma visão mais clara do que aconteceu e ouvir certas coisas, incluindo as de outras equipes.”
Ele não costuma se prender às glórias do passado, mas a forma recente de correr é algo que ele carrega. “Não fico pensando muito, por exemplo, em Abu Dhabi 2021, quando conquistei meu primeiro título mundial”, comentou. “Mas gosto de lembrar das últimas corridas na Malásia e em Baku, porque as coisas estavam melhorando novamente. Quanto à primeira metade deste ano, já apaguei algumas corridas da minha memória.”