Max Verstappen, o piloto holandês quatro vezes campeão da Fórmula 1, compartilhou sua frustração com as regras dos motores da categoria. Ele já havia manifestado suas preocupações sobre a divisão de potência dos motores, que considera “anti-corrida” e comparou com “Fórmula E em esteroides”. Em suas declarações, Verstappen comentou que muitos rivais, que antes o ignoravam, estão agora começando a perceber o que ele havia identificado desde 2023.
No início deste ano, Verstappen já havia levantado dúvidas sobre as regras dos motores, que se tornariam efetivas em três anos. Ele destacou uma situação específica em Monza, onde, para acelerar na reta final, os pilotos precisam reduzir a marcha antes do esperado, algo que ele considera inadequado para o futuro da F1. Segundo ele, a competição deveria focar em mais do que apenas a potência do motor. “Se tudo se resumir a quem tem o motor mais forte, a categoria vai entrar em uma guerra de desenvolvimento que pode se tornar bastante cara”, afirmou.
À medida que a temporada de 2026 avança, as fraquezas do sistema de divisão de potência de 50:50 já se tornaram visíveis. Para 2027 e 2028, há planos de ajustar essa relação para 60:40, favorecendo o motor de combustão interna e diminuindo a dependência das baterias. No início de 2026, quando seu carro da Red Bull apresentava dificuldades de desempenho, Verstappen se mostrou crítico, afirmando que a F1 não era “mentalmente viável” sem algumas mudanças. Algumas pessoas sugeriram que ele estava apenas reclamando porque não estava em uma posição competitiva para ganhar corridas.
Recentemente, em pistas que exigem mais energia, como Silverstone e Spa, muitos pilotos expressaram críticas semelhantes às regras. Essa situação, onde se torna necessário “levantar e desacelerar” o carro, foi notada principalmente em Spa, e Verstappen comentou que muitos agora estão percebendo o que ele já havia apontado há anos. “Eu falei sobre essas regras há muito tempo, e no começo, muitos disseram que eu estava reclamando. Mas, nos últimos corridas, cada vez mais pessoas estão vendo o que eu já via”, ressaltou ele.
Ele também observou que não se trata apenas de não vencer, mas sim do que ele acredita ser melhor para a categoria. “Falar sobre isso tantas vezes pode ser cansativo, mas me preocupo com o produto que estamos entregando. Às vezes, as pessoas dizem que foi uma grande corrida, mas eu vejo que não é tão realista. Chegamos a algumas pistas e estamos com pouca potência, e isso é um pouco doloroso”, explicou Verstappen. Ele concluiu dizendo que, embora esteja cansado de repetir seus pontos de vista, a situação é desafiadora e ele continua a se preocupar com o futuro da Fórmula 1.