Carlos Sainz está surpreso com a ideia de alguns pilotos, como Max Verstappen, de deixar a Fórmula 1 por vontade própria. Enquanto isso, ele afirma que vai lutar para permanecer na categoria pelo maior tempo possível. Recentemente, Sainz assinou um novo contrato de vários anos com a equipe Williams, o que contrasta com a posição de Verstappen. O piloto da Red Bull, que tem um histórico de declarações sobre sua possível aposentadoria, revelou que estava “mais perto de se aposentar do que de mudar de equipe” durante suas últimas negociações contratuais.
Verstappen, que começou a correr na F1 com apenas 17 anos e já conquistou títulos, não pretende continuar na pista até os 40 anos, como fizeram Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Ele assinou um novo contrato com a Red Bull que vai até o final de 2030, mas já mencionou que essa pode ser sua última contratação, já que o acordo termina poucos meses após seu 33º aniversário.
Outros pilotos tomaram decisões ainda mais drásticas. Um exemplo famoso é o de Nico Rosberg, que se aposentou apenas cinco dias após conquistar o título de pilotos em 2016, preferindo sair no auge do que defender seu título. Sainz, que está prestes a completar 32 anos, não parece ter a mesma intenção. Quando perguntado sobre seu futuro a longo prazo, especialmente com Hamilton e Alonso ainda competindo, ele foi bastante claro.
“Olhando para o que Fernando e Lewis ainda conseguem fazer, além do Nico [Hulkenberg], que é um pouco mais velho que eu, isso confirma que é possível manter um nível de pilotagem muito alto por um bom tempo”, disse Sainz. Ele ainda compartilhou uma experiência pessoal: “Meu pai, Carlos, não está na Fórmula 1, mas aos 63 anos ainda é competitivo e venceu o Dakar há dois anos. Se você cuidar da sua condição física e mantiver uma boa motivação, pode estender sua carreira por muitos anos.”
Sainz também destacou a importância de estar bem mentalmente, considerando toda a pressão e as viagens que a profissão exige. “Acho que dá para seguir até os 45”, afirmou, mostrando sua determinação em continuar na F1.
Sobre aqueles que falam em se aposentar, Sainz foi direto: “Sim, eu quero ficar na Fórmula 1 o máximo que eu puder. Não entendo quem diz que não.” Ele ainda refletiu sobre a vida após os 40 anos: “Acredito que aos 40 você ainda não está nem na metade da vida. E me pergunto o que vou fazer na segunda metade dela.”
Além da corrida, Sainz tem hobbies como golfe, ciclismo e negócios, mas garante que nada se compara à alegria de estar na Fórmula 1. “Sei como sou sortudo por estar nesse esporte. É verdade que 24 corridas são muitas e há outros compromissos, mas quando vou dormir, lembro que não trocaria isso por nada.”