Mercedes enfrenta desafios financeiros na disputa por upgrades após declaração de Toto Wolff

A Mercedes está enfrentando os desafios impostos pelo limite orçamentário da Fórmula 1, segundo Toto Wolff, que revelou que a equipe não tem recursos para novos upgrades. Desde o GP do Canadá, no final de maio, a Mercedes não trouxe pacotes de atualizações significativos, enquanto suas concorrentes, Ferrari e McLaren, têm feito melhorias constantes, diminuindo a vantagem de desempenho que o carro W17 tinha no início da temporada.

Kimi Antonelli e George Russell conquistaram oito das doze corridas até agora, mas apenas duas das últimas seis, incluindo a corrida em Barcelona. A McLaren, por sua vez, se destacou recentemente com Lando Norris vencendo consecutivamente na Hungria e na Holanda. Norris, no entanto, acredita que o carro MCL40 ainda não está à altura de um campeão, especialmente nas curvas de baixa velocidade. Por outro lado, Antonelli, que lidera a tabela de pilotos com 59 pontos à frente de Russell e Lewis Hamilton, da Ferrari, considera que o W17 não é mais o mais rápido da pista.

Atualmente, a Mercedes está na frente do campeonato de construtores, acumulando 425 pontos, 87 à frente da Ferrari, que tem 338, e com a McLaren em terceiro, somando 263 pontos. Quando questionado sobre a falta de upgrades durante a temporada europeia, Wolff foi direto: “não temos dinheiro para desenvolver o carro”, ressaltando que todas as equipes estão trabalhando dentro do limite de gastos, que é de 215 milhões de dólares para a temporada.

Ao ser indagado sobre o porquê da Mercedes não ter a mesma força financeira que seus rivais, Wolff explicou que a equipe está apenas seguindo seu planejamento dentro das limitações financeiras. Ele comentou: “Existem várias razões para se olhar isso. Gastamos demais no desenvolvimento inicial? Não, não acho. Apenas acredito que somos uma organização com um tamanho e infraestrutura diferentes.” Wolff ainda observou que, apesar de terem um carro rápido, deixaram entre 50 e 100 pontos em potencial na mesa devido a problemas de confiabilidade. “Fora isso, estamos apenas seguindo nosso plano e as realidades financeiras que enfrentamos”, concluiu.

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Diego Martins