Lando Norris celebrou sua performance no GP da Holanda de Fórmula 1, e fez isso de uma maneira que não é tão comum para ele. Após conquistar a vitória em Zandvoort, o piloto da McLaren sentiu que seu esforço merecia ser reconhecido, especialmente pelo que ele conseguiu fazer atrás do volante.
Essa foi a segunda vitória consecutiva de Norris, que já havia saído vitorioso na corrida da Hungria. Com isso, ele voltou a ficar na briga pelo título, embora ainda tenha 83 pontos de desvantagem em relação a Kimi Antonelli, que lidera o campeonato. Mas a boa notícia é que Norris terá uma chance a mais no próximo GP, já que Antonelli vai perder dez posições no grid como punição por trocar um componente da unidade de potência.
Em Zandvoort, Norris começou na pole position, mas perdeu a liderança logo após a relargada, que aconteceu depois do acidente de Max Verstappen na primeira volta. Um ponto alto da corrida, segundo ele, foi a ultrapassagem sobre Antonelli, que Norris considera crucial para sua vitória. “Se eu não tivesse passado Kimi, não acho que teria vencido”, comentou o piloto.
É interessante notar que Lando costuma ser bem exigente consigo mesmo. No entanto, ele decidiu dar um crédito ao seu desempenho dessa vez. “Sei o quão bom trabalho estou fazendo ao volante. Geralmente, não falo muito sobre mim, mas hoje eu sinto que estou fazendo um trabalho melhor do que muitos”, revelou.
Ele também mencionou que parte de sua evolução veio após uma corrida Sprint abaixo do que esperava, onde terminou em terceiro, atrás de George Russell e Charles Leclerc. Para o GP principal, a McLaren fez poucas alterações no carro, e Norris focou mais na própria pilotagem para melhorar seu desempenho.
Na visão de Norris, os carros da Mercedes e da McLaren têm características semelhantes, mas com algumas diferenças. “Acho que eles têm um carro melhor em termos de desempenho geral. Nós somos mais rápidos em alta velocidade”, explicou. Ele destacou as curvas 7 e 8 como locais onde conseguiu ganhar tempo. Um pequeno erro na classificação poderia ter mudado tudo, inclusive a percepção sobre a força da McLaren.