Oscar Piastri comenta sobre avaliação de George Russell na F1

Oscar Piastri comentou recentemente sobre as atuais regulamentações dos motores da Fórmula 1 e não hesitou em chamá-las de “uma maneira bem ruim” de definir as classificações para as corridas. Ele se referiu aos comentários de George Russell, que, após passar por dificuldades em duas corridas seguidas, expressou sua frustração de forma intensa. O piloto da Mercedes enfrentou uma série de problemas, especialmente durante o Grande Prêmio da Bélgica, onde sua falta de velocidade em linha reta acabou resultando em um acidente com Lewis Hamilton logo após a largada.

O grande desafio que Russell enfrenta está ligado à energia da bateria. Ele não está conseguindo recuperar energia suficiente nas curvas para usar nas retas, o que fez com que ele perdesse quase quatro décimos para seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, apenas na última parte da classificação em Spa. Para 2026, a distribuição de potência dos motores será de 50:50, mas as novas regras para 2027 e 2028 prometem aumentar a dependência do motor de combustão interna e diminuir a dependência da bateria.

Spa-Francorchamps é conhecido por ser um dos circuitos mais desafiadores da temporada, especialmente por ser um traçado que consome muita energia e tem poucas zonas de frenagem pesada para recarregar as baterias. Piastri defendeu a posição de Russell e ofereceu uma visão mais aprofundada sobre como os pilotos estão lidando com os novos motores. “Se você vê as grades de classificação sendo decididas por computadores que funcionam ou não, não é uma forma legal de competir”, disse Piastri, reconhecendo que as dificuldades não são exclusivas de Russell.

Ele acrescentou que, após uma sessão de classificação, olhar para os tempos e perceber que está em paridade com o companheiro de equipe, mas ainda assim ficando atrás, é uma sensação desagradável. Piastri explicou que os problemas estão relacionados à forma como os sistemas gerenciam a energia, e que as mudanças na entrega de combustível não vão resolver essas questões específicas. É uma questão de como o motor é calibrado e como ele aprende ao longo do tempo.

Piastri ressaltou que, embora a situação não seja ideal, todos os fabricantes estão enfrentando desafios semelhantes. “Não é só um problema nosso ou da Mercedes; é algo que afeta todos os motores”, afirmou. Ele destacou ainda que os motores são extremamente complexos e sensíveis, e que até mesmo o que um piloto faz em uma volta de aquecimento pode influenciar o desempenho. Portanto, a Fórmula 1 está passando por uma fase de adaptação, onde cada detalhe conta e a competição se torna ainda mais intricada.

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Diego Martins