Oscar Piastri diz que desafio da McLaren foi ‘exposto’ na Malásia

Oscar Piastri comentou sobre os desafios que a McLaren enfrenta com seu carro MCL40 após o Grande Prêmio do Bahrein, na Malásia. O piloto australiano conseguiu terminar em sétimo lugar na pista de Sepang, mas, com a penalidade de Isack Hadjar, ele subiu para a sexta posição no grid, formando uma das filas da McLaren. Seu tempo de 1:35.762 na Q3 foi apenas 0,005s mais lento que o de Lando Norris, seu companheiro de equipe. Essa diferença é bem pequena, mas o desempenho na pista não favoreceu muito as características do MCL40, que se destacou principalmente em trechos com retas longas, onde a aerodinâmica do carro ficou exposta.

Na verdade, a McLaren mostrou dificuldades em curvas de baixa velocidade, especialmente nas curvas 1, 2, 9, 14 e 15, onde é preciso ter um controle muito preciso. Piastri terminou a sessão 0,632s atrás do tempo de pole de Max Verstappen, mas estava a apenas 0,131s de garantir o quarto lugar, que acabou ficando com Kimi Antonelli, uma posição que se tornou terceira após a penalidade de Hadjar.

Refletindo sobre sua performance, Piastri disse que o resultado final não foi uma “grande surpresa”, considerando as dificuldades que a equipe enfrenta. Ele mencionou que o início da Q3 foi bom, mas teve problemas na segunda volta. “Na curva 2, quase fui para trás”, contou ele. A pista, segundo Piastri, realmente ressalta muitos dos desafios que a McLaren encontra para extrair o máximo desempenho do carro.

Ele também comentou que, apesar de uma leve melhoria ao longo do fim de semana, a equipe estava longe de ser competitiva. “Em FP1, estávamos bem distantes”, afirmou. O piloto acredita que ainda havia um pouco mais de tempo a ser explorado, mas, em uma pista tão desgastante para os pneus, é preciso ser cauteloso para não comprometer a corrida. “Sempre tem uma ou outra curva que não se sente bem devido ao quanto você precisa deslizar”, observou. No geral, Piastri se mostrou otimista com a proximidade entre os carros, o que indica que ainda é possível avançar.

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Diego Martins