A decisão da Alpine de demitir Jack Doohan logo no início da última temporada pode ter parecido menos drástica do que realmente foi, especialmente porque a Red Bull já havia dispensado Liam Lawson algumas corridas antes. Mesmo assim, ao final da temporada, ficou a dúvida se Franco Colapinto, que assumiu o lugar de Doohan, realmente se mostrou uma escolha superior. É interessante notar que Colapinto chegou à equipe com mais experiência em corridas de grande prêmio do que Doohan tinha quando saiu.
Um ponto que não podemos ignorar é que o A525, carro da Alpine, não ajudou muito na impressão inicial que a equipe queria passar. Pierre Gasly conseguiu, em algumas ocasiões, levar o carro para os pontos, algo que Colapinto ainda não havia conseguido. Agora, iniciando sua primeira temporada completa como piloto de Fórmula 1, Colapinto parece estar mais no nível de Gasly do que no ano passado.
Ao comparar Gasly com seu ex-colega de equipe Esteban Ocon, vemos que ambos têm talentos promissores ao seu lado. No entanto, Oliver Bearman tem se mostrado um desafio maior para Ocon do que Colapinto representa para Gasly. Mesmo assim, Colapinto tem se mantido próximo a Gasly, contribuindo para a contagem de pontos da equipe e aceitando a posição de ‘número dois’ quando necessário.
Colapinto enfrentou um momento complicado em Xangai, onde terminou em 10º lugar após ser atingido por Ocon, o que o fez perder a chance de uma melhor posição. Ao analisarmos a pontuação, é importante lembrar que o pódio de Gasly no Grande Prêmio de Mônaco pode ser contestado por outras equipes devido a penalidades que ele recebeu após a corrida. Mesmo que Gasly consiga manter aqueles pontos, a contribuição de Colapinto para a pontuação da equipe é bastante respeitável.
É difícil imaginar que a equipe queira substituí-lo, a menos que um piloto de ponta, em busca de um carro com motor Mercedes, apareça no mercado.