Pontuação entre companheiros de equipe da F1 na pausa de verão

Isack Hadjar iniciou sua primeira temporada completa na Red Bull com uma pressão extra. Para quem estava na mesma situação que ele no ano passado, a experiência durou apenas duas corridas. Isso, sem dúvida, é um cenário que pode assustar qualquer um. Mas, vale lembrar que a equipe passou por mudanças significativas desde a saída de Liam Lawson, que teve um desempenho bem abaixo do esperado em seus dois primeiros GP’s.

Agora, Yuki Tsunoda ocupa o lugar de Lawson e, assim como outros pilotos antes dele, enfrentou dificuldades ao dividir o espaço com Max Verstappen. Tsunoda conseguiu apenas 7,2% dos pontos da equipe enquanto esteve ao lado de Verstappen, um dado que nos dá uma boa perspectiva para avaliar a performance de Hadjar neste ano.

Falando em desempenho, Hadjar tem um histórico de 8-2 em suas classificações, o que pode não parecer impressionante à primeira vista. No entanto, ele tem se aproximado mais de Verstappen em voltas rápidas do que seus antecessores. E, vamos combinar, isso é um ponto positivo. Ele já conquistou 38% dos pontos da Red Bull até agora, o que é bastante considerável.

É verdade que a diferença de desempenho entre a Red Bull e os outros carros do meio do pelotão ajudou, mas mesmo assim, Hadjar já acumulou mais do que o dobro dos pontos que Tsunoda conseguiu em suas 22 corridas. Além disso, ele tem competido ao lado de um talento excepcional em um carro que, em algumas ocasiões, ambos os pilotos chamaram de “indomável”.

Enquanto a performance de Verstappen se tornou quase uma expectativa normal — como seu impressionante segundo lugar na Hungria —, Hadjar tem mostrado um trabalho respeitável até agora, considerando todas as circunstâncias.

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Diego Martins