A inovação está no DNA da Fórmula 1, e nesta temporada, um dos destaques tem sido a famosa asa traseira chamada de “Macarena”. A Ferrari apresentou essa ideia durante os testes de pré-temporada no Bahrein. O que a torna especial? Ela tem uma lâmina que gira em torno do seu próprio eixo quando o carro está em linha reta, ajudando a aumentar a velocidade máxima. A Scuderia testou bastante esse componente antes de usá-lo oficialmente a partir do Grande Prêmio de Miami. A Red Bull não ficou para trás e também trouxe sua versão na mesma corrida.
O chefe da equipe, Laurent Mekies, revelou que a Red Bull já trabalhava no design desde o final de 2025. A grande diferença entre as duas asas é que a da Ferrari gira para frente, enquanto a da Red Bull gira para trás. Isso cria um espaço considerável nas retas. E o resultado é claro: Max Verstappen e Isack Hadjar estão sempre entre os carros mais rápidos em termos de velocidade.
Durante boa parte da temporada, a asa funcionou sem problemas, mas tudo mudou no Grande Prêmio da Áustria. Verstappen teve um incidente no Q3 quando o atuador da asa falhou, fazendo com que ela não se fechasse corretamente em uma curva. Isso resultou em uma perda significativa de downforce e, consequentemente, em um acidente. A Red Bull se desculpou com o piloto após esse episódio.
No Grande Prêmio da Grã-Bretanha, a situação se repetiu. Mesmo enfrentando problemas com o motor e o equilíbrio do carro, Verstappen parecia estar a caminho de um pódio sólido, mas a asa traseira falhou novamente. Ele saiu da pista em alta velocidade em Stowe e expressou sua frustração, ressaltando que a situação poderia ter sido ainda mais perigosa.
Com duas falhas registradas, essa asa, que antes era uma vantagem, passou a ser vista como um problema. Entre os Grande Prêmios da Grã-Bretanha e da Bélgica, a equipe da Milton Keynes se dedicou a entender quais medidas corretivas poderiam ser necessárias. Mekies não descartou a possibilidade de retirar essa versão da asa do carro completamente.
Além disso, a FIA começou a discutir com a Red Bull e a Ferrari se o conceito da Macarena atende aos padrões de segurança exigidos. Com o Grande Prêmio de Spa-Francorchamps se aproximando, a urgência aumenta. Esse circuito é um dos mais rápidos do calendário, e uma perda repentina de downforce ali pode ter consequências graves. Agora, resta saber se a Red Bull chegará à Bélgica com a asa ou não, mas uma coisa é certa: erros como os da Áustria e da Grã-Bretanha não podem se repetir.