Silverstone é conhecido como um dos circuitos mais desafiadores para a recuperação de energia durante as corridas. De fato, muitos consideram esse traçado o mais exigente do calendário, especialmente durante o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. O que acontece por lá? O circuito é marcado por uma sequência de retas e curvas de alta velocidade, onde a energia armazenada na bateria é consumida em vez de recuperada.
Um trecho que chama a atenção é o complexo de Maggots, Becketts e Chapel. É aqui que a energia elétrica pode ser usada para dar um impulso, mas isso pode criar situações críticas na parte final da Hangar Straight. Na verdade, o único momento em que a bateria consegue acumular energia é em uma parte do circuito com curvas lentas e zonas de aceleração. Mesmo assim, essa recuperação não é suficiente para manter a bateria carregada durante toda a volta.
Na prática, a recarga da bateria só acontece de forma eficaz durante as fases de frenagem. E, no caso de Silverstone, essas frenagens representam uma pequena fração do tempo total de volta. Com isso, a quantidade de super-recaptura de energia deve aumentar em comparação com o que vimos nas últimas corridas, especialmente após as mudanças feitas pela FIA nas regras sobre a potência máxima recuperável.
Esse final de semana, que traz o formato Sprint, será uma ótima oportunidade para avaliar as melhorias reais na gestão da energia do motor desde o início da temporada. Além disso, será um teste para verificar até que ponto as novas oportunidades de desenvolvimento permitidas, especialmente aquelas que devem ser implementadas após o intervalo de verão, vão impactar o desempenho do motor de combustão interna. É uma chance e tanto para ver como tudo isso vai se desenrolar na pista.