Por que o GP de Bahrein de F1 de 2026 será em Malásia

O Grande Prêmio do Bahrein de F1 de 2026 será realizado na Malásia, uma mudança um tanto inusitada que chamou a atenção de todos. O evento estava previsto para acontecer em Sakhir, que é o lar da corrida desde 2004, exceto em 2011. A data original era 12 de abril, em um fim de semana que formaria uma dobradinha com a corrida na Arábia Saudita na semana seguinte.

No entanto, a situação mudou drasticamente. Em fevereiro e março, os Estados Unidos e Israel iniciaram ações militares contra o Irã, o que gerou uma guerra e causou grandes interrupções nas viagens por toda a região do Oriente Médio e do Golfo Pérsico. Isso afetou até mesmo os testes de pneus da Pirelli, que tiveram que ser cancelados em Bahrein devido à escalada do conflito, que resultou em mísseis iranianos atingindo a base da Marinha dos EUA no país.

Com essas complicações, a F1 decidiu adiar tanto o Grande Prêmio do Bahrein quanto o da Arábia Saudita. Importante destacar que a F1 não cancelou as corridas, mas simplesmente informou que elas “não poderiam acontecer nas datas originais”. Isso abriu espaço para que as corridas fossem remanejadas para mais tarde na temporada. Enquanto a Arábia Saudita não fará parte do calendário este ano, o Bahrein ainda estará presente, mas de uma forma diferente.

O circuito de Sepang, que não recebe uma corrida da F1 desde 2017, foi escolhido para sediar o Grande Prêmio do Bahrein. Assim, ele irá realizar a corrida em nome de Sakhir, mantendo o título formal da prova. Essa situação não é comum, mas já aconteceu antes na F1, como no caso de Imola, que, mesmo localizada na Itália, sediou o Grande Prêmio de San Marino entre 1981 e 2006.

Stefano Domenicali, CEO da F1, já deixou claro que não há planos para repetir esse tipo de arranjo no futuro. Isso significa que, se não puderem ser realizadas em Lusail ou Yas Marina, os Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi não serão transferidos para outros locais. Essa mudança, portanto, é uma exceção e não uma nova norma para a Fórmula 1.

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Diego Martins