O Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, que aconteceu em Madri, não saiu como muitos esperavam. Fãs e pilotos criticaram bastante a corrida, especialmente pela falta de disputas emocionantes e ultrapassagens. Jarno Zaffelli, o CEO da empresa que desenhou o circuito, reconheceu que as mudanças que podem ser feitas no futuro são bem limitadas.
Zaffelli explicou que as restrições ambientais e urbanísticas tornam difícil realizar alterações significativas. E não foi só na Fórmula 1 que a ação ficou aquém do que muitos gostariam. As categorias de apoio também enfrentaram um fim de semana com poucas disputas nas pistas. Diante desse cenário, Zaffelli disse que existem possibilidades de melhorias, mas, sinceramente, apenas em uma pequena escala.
Ele comentou que algumas das ideias que estão sendo discutidas já estavam previstas no projeto original, como uma chance de ultrapassagem na curva 5. Essa curva, por sinal, deveria ter uma configuração diferente do que foi visto na estreia. Zaffelli explicou que a ideia era torná-la mais fechada e com menos contornos, além de ter uma caixa de brita ao invés de uma área de escape de asfalto, o que poderia forçar os pilotos a uma trajetória mais lenta, evitando que o tempo de volta fosse prejudicado.
Um detalhe que costuma passar despercebido é que o circuito não foi realmente criado em uma área livre para construção. Zaffelli esclareceu que o terreno já tinha várias limitações, como pavilhões de exposição e uma rede viária que já existia. Ele ressaltou que o que muitos consideram uma “folha em branco” na verdade é uma área bastante urbanizada, onde o desafio foi projetar um circuito que atendesse às exigências da Fórmula 1, respeitando as normas de segurança da FIA.