Recentemente, o ex-piloto de Fórmula 1 David Coulthard levantou algumas questões sobre a narrativa que cerca a Red Bull, especialmente após a saída de vários nomes de peso da equipe nos últimos anos. É verdade que muitos profissionais que estavam com a Red Bull durante os períodos de sucesso de Sebastian Vettel e Max Verstappen deixaram o time. Entre eles, estão Christian Horner, Helmut Marko, Adrian Newey, Jonathan Wheatley, Rob Marshall e Gianpiero Lambiase, este último se preparando para se juntar à McLaren em 2028.
Apesar dessas mudanças, Verstappen tem ressaltado que essas são apenas algumas das 1.200 pessoas que fazem parte do sucesso da Red Bull. Essa é uma observação que Coulthard também fez, especialmente ao mencionar o grande processo de contratação que a equipe iniciou ao criar sua nova instalação de motores para a entrada em 2026.
Coulthard contou em um podcast que, ao conversar com alguém da Red Bull, ficou sabendo que a relação entre o número de funcionários que saíram e os que entraram, vindos de equipes como Ferrari e Mercedes, é favorável a quem chegou. Ele destacou que a Red Bull Powertrains basicamente começou do zero, construindo uma nova fábrica e contratando centenas de pessoas. O interessante é que esses novos contratados não vieram de setores como motocicletas, mas sim de outras equipes de Fórmula 1.
Na prática, o que acontece é que a narrativa de que a Red Bull está enfrentando dificuldades após essas saídas pode ser um pouco exagerada. Coulthard lembrou que todas as equipes estão em constante movimento, com contratações e demissões, e isso é parte do jogo.
Verstappen, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a Red Bull, assinando recentemente uma extensão de contrato que o manterá na equipe até pelo menos 2030. Ele elogiou a influência do chefe da equipe, Laurent Mekies, e Coulthard observou que a relação entre os dois parece ser bastante harmoniosa.
Embora Coulthard tenha reconhecido que algumas figuras importantes deixaram a equipe, ele acredita que, atualmente, uma única pessoa não pode impactar diretamente o desempenho de uma equipe. “Não vejo nada de único nisso, pois, sim, nomes como Adrian são muito importantes e lideraram bem. Mas a Fórmula 1 se tornou tão complexa que ninguém pode ser o único fator decisivo”, comentou.