Na última etapa da Fórmula E, o E-Prix de Tóquio, a equipe da Citroën se destacou de uma maneira impressionante, especialmente em um momento tão delicado. Apenas uma semana após o falecimento do chefe da equipe, Cyril Blais, a presença e a performance do time foram verdadeiros atos de bravura. Blais, que tinha apenas 43 anos, deixou um legado de paixão pelo automobilismo que reverberou por todo o paddock.
Quando a notícia da sua morte foi divulgada, todos ficaram em choque. A perda de um membro tão importante, principalmente um líder, é algo que nenhuma equipe deveria enfrentar. No entanto, a resposta da Citroën diante dessa adversidade se tornou uma das histórias mais marcantes da história da Fórmula E. Ninguém teria reclamado se a equipe tivesse decidido não competir, mas eles optaram por seguir em frente.
Chegando a Tóquio, a equipe enfrentou um cenário desafiador, sem conseguir se preparar como de costume. O foco era simplesmente dar o melhor de si. Em um gesto de respeito, foi realizada uma minuto de silêncio na sexta-feira, e antes da corrida, várias equipes exibiram mensagens em homenagem a Blais. Além disso, membros da Citroën e da Fórmula E usaram braçadeiras pretas em sinal de luto. Sempre que o nome de Blais era mencionado, a palavra “racer” ecoava entre os presentes. Ele era, de fato, um verdadeiro apaixonado por corridas.
E a determinação da equipe se refletiu na pista. Nick Cassidy e Jean-Eric Vergne mostraram todo o seu talento, com Cassidy conquistando pódios em ambas as corridas e Vergne quase alcançando o mesmo, mas garantindo pontos valiosos para o time. No total, a Citroën somou 51 pontos em Tóquio, o maior resultado de qualquer equipe em 2026 em uma etapa dupla. Esse desempenho impressionante não apenas garantiu pódios consecutivos nas últimas três corridas, mas também colocou a equipe à frente da Nissan no campeonato de equipes, sinalizando uma real possibilidade de terminar entre os cinco melhores.
Cassidy, em uma conversa descontraída, expressou seu orgulho pela equipe: “Sim, estou muito orgulhoso. Não foi fácil para eles. Além disso, a preparação foi atípica. Mas a equipe, com muito mérito, seguiu em frente de uma maneira que eles podem se orgulhar. Então, é bem legal.” Essa resiliência e espírito de equipe são o que tornam a Fórmula E tão especial, e a Citroën certamente demonstrou isso em Tóquio.