Russell comenta sobre tempo perdido em Silverstone após quarto lugar

George Russell conquistou o quarto lugar no classificatório para o GP da Inglaterra, que aconteceu no último sábado (4) no Circuito de Silverstone. O britânico teve um dia desafiador, especialmente ao tentar acompanhar o ritmo do seu companheiro de equipe na Mercedes, o italiano Kimi Antonelli.

Logo no Q1, Russell teve um pequeno susto. Ele perdeu o controle do carro e acabou tocando levemente o muro com a asa dianteira na curva 6. Apesar do incidente, conseguiu voltar aos boxes e continuar na classificação sem maiores problemas. No Q3, até chegou a se aproximar de Antonelli nas primeiras voltas, mas o italiano conseguiu abrir vantagem na volta final, terminando quase quatro décimos à frente.

Em uma conversa após a classificação, Russell comentou sobre os desafios que enfrentou durante o fim de semana. Ele destacou que a perda de velocidade nas retas foi um dos principais pontos que comprometeram seu desempenho. “Durante todo o fim de semana, perdemos muito tempo nas retas. Ontem, no Q3, foram quase três décimos que perdi só ali. Hoje, na classificação, os dados mostram que estou a 3 km/h mais lento no setor intermediário e 6 km/h a menos no último setor em comparação com meu companheiro e os carros da McLaren”, explicou.

Ele também mencionou que a equipe está investigando as possíveis causas desse problema, incluindo os freios. “Estamos tentando entender por que isso acontece. Acreditamos que encontramos um possível problema pela manhã, achando que os freios estavam travando, mas ainda não temos certeza disso. Isso só aumenta a pressão, porque você entra na sessão sabendo que está em desvantagem”, afirmou.

Russell acredita que a entrega de energia do carro está funcionando bem, mas a questão da velocidade em linha reta parece ser o verdadeiro desafio. “Parece que estou dirigindo um carro com mais arrasto. Se você olhar os dados de velocidade da classificação de ontem e comparar com os de hoje, a diferença é a mesma. Eu não estaria na pole, mas certamente poderia ter terminado mais à frente. Se tivesse feito uma boa primeira tentativa no Q3, talvez a mentalidade mudasse. Me senti um pouco em desvantagem ao chegar hoje. Vou dar o meu melhor amanhã para subir ao pódio”, finalizou ele.

É interessante notar como esses pequenos detalhes podem impactar o desempenho em uma corrida. Na Fórmula 1, cada milésimo conta, e é exatamente isso que torna o esporte tão emocionante. Os pilotos e suas equipes estão sempre em busca de soluções para melhorar cada vez mais.

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Diego Martins