A Mercedes está se preparando para o restante da temporada 2026 da Fórmula 1 com um ponto de atenção especial: George Russell. A equipe enfrenta um desafio, já que está “dessincronizada” no desenvolvimento do carro. Isso significa que as atualizações não estão chegando no mesmo ritmo que as concorrentes, como Ferrari e McLaren. A expectativa é que o próximo pacote de melhorias funcione conforme o planejado.
O W17, o carro da Mercedes, não recebeu uma atualização significativa desde o GP do Canadá, realizado em maio. Apesar disso, a equipe mantém uma posição confortável, liderando o Mundial de Construtores com 87 pontos à frente da Ferrari antes do GP da Itália. No ranking dos pilotos, Russell está 59 pontos atrás do companheiro Kimi Antonelli, que acumula 183 pontos, e divide o segundo lugar com Lewis Hamilton, da Ferrari.
Russell tem se destacado, principalmente por conta de suas duas vitórias, enquanto Hamilton conquistou uma. Lando Norris, da McLaren e campeão de 2025, está apenas 24 pontos atrás de Russell, o que mostra que a competição está acirrada. Após uma vitória impressionante no GP da Holanda, Antonelli comentou que a McLaren se tornou “o carro a ser batido”.
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, destacou que as “realidades financeiras” do teto de gastos dificultam o ritmo de atualizações da equipe, em comparação com Ferrari e McLaren. Portanto, a estratégia é guardar as inovações para um grande lançamento mais à frente na temporada.
Russell, por sua vez, está ciente da situação e acredita que o momento atual exige atenção. Ele comentou sobre a diferença de domínio que a Mercedes tinha em temporadas anteriores: “Não somos tão dominantes como antes, mas esse foi um fim de semana sólido”, disse ele, referindo-se ao seu desempenho no GP da Holanda.
Ele ressaltou que, apesar de não ter conseguido subir ao pódio em momentos em que o carro era o melhor da pista, agora o desempenho entre ele e Kimi parece mais equilibrado. “Estou lidando com menos problemas do que no final da primeira metade da temporada, o que me permite focar melhor”, explicou. No entanto, ele reconhece que as próximas corridas serão desafiadoras devido à falta de sincronia nas atualizações.
Russell também não subestima os adversários. “A Ferrari está muito forte e o Lando tem se destacado, já começando em pole nas últimas corridas. Portanto, não dá para relaxar”, afirmou. Ele espera que as atualizações que estão por vir funcionem bem, pois qualquer erro pode significar perder pontos importantes na disputa. Em resumo, a temporada ainda reserva muitas emoções e desafios à frente para a Mercedes e seus pilotos.