Durante o Grande Prêmio da Holanda, Lance Stroll não hesitou em pedir que os comissários de corrida penalizassem dois de seus concorrentes. O motivo? Eles saíram dos boxes enquanto um sinal vermelho estava aceso. Esse episódio ocorreu logo após a bandeira vermelha, que interrompeu a corrida por causa do acidente de Max Verstappen.
Quando a corrida foi retomada, os semáforos da pista estavam verdes e os pilotos começaram a deixar os boxes. No entanto, assim que Fernando Alonso passou pelo sinal, ele mudou para um vermelho intermitente. Foi aí que Oliver Bearman e Gabriel Bortoleto passaram sem perceber a mudança e seguiram para o grid. O que é curioso é que Bearman enfrentou uma falha no motor antes de chegar lá.
Stroll, que estava logo atrás deles, notou a mudança na luz e imediatamente avisou seu engenheiro de corrida, Gary Gannon. A conversa entre eles foi rápida e direta. Stroll deixou claro que não iria avançar enquanto o sinal estivesse vermelho. O diálogo entre eles refletia a tensão do momento. Ele insistiu: “Me avise se posso ir ou não”, enquanto Gannon tentava verificar a situação com a FIA.
O piloto da Aston Martin estava firme em sua posição de que todos que passaram pelo sinal vermelho deveriam ser penalizados. Ele destacou que o regulamento da Fórmula 1 estabelece que quem ignora um sinal vermelho na saída dos boxes recebe uma penalidade de 10 segundos. “Todo mundo que passou no vermelho deveria receber uma punição”, afirmou Stroll, enquanto Gannon concordava e prometia relatar o incidente.
Stroll parecia acreditar que mais pilotos do que apenas os dois à sua frente tinham desrespeitado o sinal vermelho. Ele comentou que “é claro que todo mundo passou no vermelho, então todos deveriam ser penalizados”. Gannon, por sua vez, estava atento ao que acontecia à frente, alertando sobre Bearman, que estava parado entre as curvas 10 e 11.
Apesar da insistência de Stroll, os comissários decidiram apenas aplicar uma reprimenda aos pilotos, argumentando que a infração ocorreu antes da retomada da corrida e que ninguém havia tirado vantagem da situação. Eles explicaram que o sinal vermelho acendeu quando os pilotos estavam se aproximando da pista, e que, apesar da gravidade da infração, ela aconteceu em um momento não crítico da corrida.
Os comissários concluíram que, devido às circunstâncias atenuantes e ao fato de que nenhuma situação perigosa foi criada, uma simples reprimenda seria suficiente. Essa decisão gerou discussões e reflexões sobre como as regras são aplicadas em momentos de tensão na pista.