Otmar Szafnauer, chefe de equipe, levantou uma questão interessante sobre como a McLaren poderia lidar com os bônus contratuais de seus pilotos, Lando Norris e Oscar Piastri. Na última corrida em Singapura, a dupla se envolveu em um incidente durante a Sprint, o que gerou um debate sobre a situação.
Na volta final da prova em Marina Bay, Norris tentou ultrapassar Piastri na curva 5, mas acabou colidindo com seu companheiro de equipe. O resultado? Oscar teve que abandonar a corrida, enquanto Norris terminou em oitavo lugar, somando apenas um ponto para a equipe. Essa situação trouxe à tona a necessidade de uma reflexão sobre as decisões tomadas pelas duplas nas últimas voltas das corridas.
Em um podcast chamado High Performance Racing, Szafnauer comentou sobre o que aconteceu. Ele disse que, na última volta, a posição deles no campeonato não mudaria, mesmo que trocassem de lugar. Para ele, essa foi uma decisão errada. Um detalhe que costuma passar despercebido é que, em situações como essa, os pilotos podem não estar pensando na equipe, mas sim em sua própria pontuação.
“O único motivo para essa manobra foi garantir que um deles ganhasse um ponto a mais que o outro. Mas precisamos deixar claro que a prioridade deve ser a equipe”, explicou Szafnauer. Ele sugeriu que a McLaren poderia atar os bônus de desempenho dos pilotos à posição da equipe no Mundial de Construtores. Assim, eles pensariam duas vezes antes de tomar decisões que poderiam prejudicar o coletivo.
“Se a equipe perde, eles também perdem. Mas, como pilotos de corrida, eles enxergam a oportunidade e pensam: ‘Só tenho uma volta para ultrapassá-lo’. É compreensível essa mentalidade, mas é preciso encontrar um equilíbrio”, concluiu. Essa discussão é um lembrete de como cada decisão na pista pode impactar não só a carreira de um piloto, mas também o desempenho da equipe como um todo.