Antes da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, Taffarel, que é o preparador de goleiros da equipe, bateu um papo com o diário “As”. Ele comentou sobre a convocação de Weverton, destacando a experiência do goleiro como um fator fundamental. Quando questionado sobre a ausência de Fábio, do Fluminense, Taffarel explicou que, apesar da idade avançada de Fábio, ele não tinha sido convocado por conta de sua trajetória na seleção.
Fábio, com seus 45 anos, ainda se destaca em campo, mas Taffarel enfatizou que a decisão não foi fácil. Ele mencionou que, se Weverton não tivesse sido escolhido, a lista poderia incluir outros goleiros mais jovens, como Bento, do Al-Nassr, e Hugo Souza. Para Taffarel, Fábio teve sua chance no passado, mas agora a situação é diferente.
É importante lembrar que, ao contrário do que Taffarel afirmou, Fábio nunca realmente teve uma “época” na seleção brasileira. Embora tenha conquistado títulos importantes no sub-17, como o Sul-Americano e o Mundial em 1997, ele não chegou a jogar pelo time principal. O goleiro teve algumas convocações em amistosos e competições, mas a última vez que vestiu a camisa da seleção foi em 2011.
Desde então, Fábio se firmou como um dos melhores goleiros do Brasil, conquistando dois campeonatos brasileiros pelo Cruzeiro e, mais recentemente, a Libertadores pelo Fluminense. Ele se tornou um recordista em partidas oficiais, com mais de 1.400 jogos, mas mesmo assim, a seleção parece ter esquecido seu talento.
Em uma entrevista recente, Fábio expressou sua frustração pela falta de oportunidades. Ele afirmou que não joga para a CBF, mas sim para Deus e para as equipes que defendeu ao longo da carreira. Ele ressaltou que sua dedicação é diária e que sua história fala por si. Fábio também comentou sobre a escolha de jogadores mais jovens, mas acredita que todos têm seus méritos e cada um construiu sua trajetória de forma diferente.
O goleiro destacou que, apesar de não ser convocado, ele continua focado em seu desempenho e em dar o seu melhor em campo.