Kimi Antonelli tem feito história na Fórmula 1 em sua segunda temporada, surpreendendo a todos com seu desempenho. O jovem italiano tem mostrado um crescimento impressionante, algo que poucos esperavam, especialmente com George Russell, do outro lado da garagem da Mercedes, sendo visto como o favorito antes mesmo do início da temporada. A transformação de Antonelli, de uma promessa a líder do campeonato, não é fruto do acaso. Toto Wolff, chefe da Mercedes, destacou uma figura essencial nesse processo: Peter Bonnington.
Carinhosamente conhecido como “Bono”, Bonnington foi a voz de confiança de Lewis Hamilton durante os 12 anos em que o britânico competiu pela Mercedes. Agora, ele guia Antonelli, que está se destacando e lidera o campeonato com uma diferença de 50 pontos em relação ao piloto da Ferrari e 59 em relação a Russell. Wolff acredita que a influência de Bonnington se torna cada vez mais evidente à medida que a temporada avança.
Bonnington começou sua carreira na F1 em 2004, como engenheiro de dados na equipe Jordan. Depois, trabalhou com Jenson Button na Honda e na Brawn, inclusive durante a campanha vitoriosa do campeonato em 2009. Ele também esteve ao lado de Michael Schumacher na Mercedes antes de se tornar o engenheiro de corrida de Hamilton em 2013, posição que ocupou até a saída do piloto no final de 2024. Antonelli já mencionou que se sente “muito sortudo” por ter alguém com a experiência de Bonnington ao seu lado, especialmente nos desafios do início de sua carreira na F1.
Wolff, em uma conversa com a RacingNews365, enfatizou a importância da relação próxima entre Antonelli e Bonnington. Essa conexão traz uma estabilidade emocional que faz toda a diferença. “Bono é o engenheiro mais próximo dele. Toda a preparação e os debriefings acontecem com ele”, explicou Wolff. Ele destacou que a calma de Bonnington ajuda Antonelli a manter o equilíbrio, evitando reações exageradas tanto nas vitórias quanto nas derrotas.
Se olharmos para a temporada passada, Antonelli enfrentou dificuldades e frustrações. Ao chegar à Europa, suas performances oscilaram, e ele chegou a somar apenas 15 pontos, a maioria deles em uma corrida em que terminou em quarto lugar. Agora, com apenas 20 anos, já soma seis vitórias e nove pódios nas primeiras 11 corridas, se encaminhando para se tornar o campeão mais jovem da F1.
É verdade que ainda há momentos de pressão, como quando ele se exasperou nas disputas intensas com Russell no Canadá, pedindo por uma penalização para o companheiro de equipe. No entanto, essas reações têm sido cada vez mais raras. Wolff observou que Antonelli parece ter aprendido a lidar melhor com as emoções do esporte. “Não há mais tortura”, afirmou. “No ano passado, havia muita pressão e tristeza. Agora, mesmo quando George vence, ele lida bem com isso.”
Essa mudança no comportamento de Antonelli é significativa. Ele passou a processar informações e feedbacks de forma mais eficiente. Bonnington, que já ajudou os melhores pilotos a desenvolver suas carreiras, tem sido um mentor crucial. Ele sabe quando intervir e quando deixar Antonelli seguir seu caminho, um equilíbrio que parece ter sido fundamental para o desenvolvimento do jovem piloto.
No fundo, essa evolução de Antonelli vai além da diferença entre um novato de 18 anos e um competidor de 19. É o reflexo de ter um engenheiro experiente como Bonnington ao seu lado, alguém que já conhece as artimanhas do esporte e sabe como guiar um talento em ascensão. Os resultados têm mostrado que essa parceria está florescendo no momento certo.