Ucrânia recorre ao tribunal da FIA sobre suspensão da proibição à Rússia

A Federação Ucraniana de Automobilismo está tomando uma atitude firme ao recorrer da decisão da FIA, que reverteu a proibição de participação de russos em competições automobilísticas e a exibição de sua bandeira em eventos. Essa mudança da FIA aconteceu no dia 3 de agosto, mas a entidade só anunciou oficialmente a novidade dez dias depois. Três dias após o anúncio, a federação ucraniana se manifestou formalmente contra a decisão e pediu a intervenção do comitê de ética da FIA.

Vale lembrar que essa proibição tinha sido estabelecida em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. O conflito ainda está em andamento e a FIA não explicou o motivo da mudança em sua postura. Antes da guerra, o piloto russo Nikita Mazepin competiu na Fórmula 1 e sua equipe, a Haas, tinha a cor russa como parte de sua identidade visual. A Fórmula 1 realizou corridas na Rússia, no Sochi Autodrom, de 2014 a 2021, mas cancelou o contrato após a invasão, mantendo a proibição de eventos no país e na Bielorrússia.

Em 2023, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, se posicionou contra ações punitivas à Rússia em decorrência da guerra. Recentemente, a BBC noticiou que Ben Sulayem sugeriu uma flexibilização da proibição de participação russa, afirmando que a decisão da FIA seguiu uma recomendação similar do Comitê Olímpico Internacional em julho.

A Federação Ucraniana de Automobilismo está contestando essa nova posição da FIA, alegando que a Federação Automobilística Russa está operando em regiões da Ucrânia que foram invadidas, como Sevastopol, Donetsk e Zaporizhzhia. Um detalhe que costuma passar despercebido é que o site da federação ucraniana exibe em destaque os nomes de seus membros que perderam a vida desde o início do conflito.

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Diego Martins