Valtteri Bottas fez um apelo à Cadillac para que a equipe considere abrir mão de um pouco da eficiência aerodinâmica em prol da durabilidade dos freios durante as corridas. A situação ficou complicada para ele e seu companheiro de equipe, Sergio Pérez, que foram eliminados nas primeiras voltas do Grande Prêmio da Áustria devido a problemas com incêndios nos freios. Essa foi a terceira vez seguida que Bottas não conseguiu terminar uma corrida. Ele já havia enfrentado problemas semelhantes em Mônaco e Barcelona.
O piloto descreveu o final de semana na Áustria como o mais “desapontador” da temporada. Para ele, seria sensato trocar um pouco da eficiência aerodinâmica por aberturas maiores de resfriamento nos freios, a fim de evitar que o problema se repetisse e permitir que a equipe tivesse um desempenho melhor. “Não houve aviso, tudo parecia sob controle nos treinos. Fizemos mais de 10 voltas consecutivas, o que normalmente é suficiente para atingir as temperaturas ideais antes da corrida”, contou Bottas à imprensa.
Ele explicou que, com a leve elevação da temperatura e o efeito do tráfego na pista, a situação se tornou crítica rapidamente. “Eu só percebi a fumaça antes da curva 4, e então, ao sair da curva, vi o fogo. Foi tudo muito rápido.” Bottas destacou que é evidente que algumas partes do carro precisam ser redesenhadas, caso contrário, eles não conseguirão completar as corridas.
“É claro que haverá um custo aerodinâmico ao usar um sistema de freios maior, mas eu aceitaria essa penalização para terminar uma corrida. Precisamos começar a finalizar as provas; é assim que aprendemos”, enfatizou. Ele refletiu sobre a frustração de ver ambos os carros fora da corrida tão cedo e concluiu que o único caminho a seguir é trabalhar duro para superar esses desafios.