George Russell esteve muito perto de alcançar um feito raro na Fórmula 1 durante o GP do Azerbaijão. Ele havia mostrado um desempenho impressionante nas sessões de treinos livres, mas Max Verstappen acabou interrompendo sua sequência ao ser o mais rápido na última sessão antes da corrida.
Russell dominou as duas primeiras sessões de treinos livres e, em seguida, conquistou a pole position. Ele não só venceu a corrida como também liderou todas as voltas e registrou a volta mais rápida, um desempenho que lhe garantiu um “Grand Chelem”. No entanto, ele não conseguiu o “Super Grand Chelem” porque Verstappen foi mais veloz no terceiro treino livre, o TL3.
Para alcançar essa marca tão cobiçada, um piloto precisa ser o mais rápido em todas as três sessões de treinos livres, dominar os três segmentos da classificação e, além de vencer a corrida, liderar todas as voltas e fazer a volta mais rápida. A sequência de Russell foi interrompida na manhã de sexta-feira, quando Verstappen cravou 1min43s922 no TL3, enquanto Russell fez 1min44s021, quase um décimo a mais.
Depois disso, Russell se recuperou e foi superior nas sessões restantes, dominando o Q1, o Q2 e o Q3, até finalmente vencer a corrida no sábado. O “Super Grand Chelem” não é uma classificação oficial da FIA, mas é um feito admirado por muitos. Desde que o formato atual de classificação foi adotado em 2006, apenas Lewis Hamilton conseguiu realizá-lo, no GP da Itália de 2015, em Monza. Ele liderou todos os treinos e sessões de qualificação, venceu a corrida e ainda fez a volta mais rápida.
Daniel Ricciardo também chegou perto desse feito em 2018, no GP de Mônaco. O australiano conquistou a pole e venceu a corrida, mas uma falha técnica em seu carro o impediu de registrar a volta mais rápida. Esses momentos nos lembram como a Fórmula 1 pode ser imprevisível e cheia de surpresas até o último instante.