Williams reconhece falta de ritmo e busca melhorias em Baku

A Williams deixou o GP da Espanha de Fórmula 1 em Madri com um diagnóstico bem claro: a equipe ainda não tem o ritmo necessário para competir com o pelotão intermediário. Alex Albon terminou a corrida em 15º lugar, enquanto Carlos Sainz, da Ferrari, precisou abandonar a prova após sofrer danos no assoalho do carro logo na primeira volta.

Albon avaliou que o resultado foi o melhor que a equipe poderia alcançar nas condições atuais. Ele conseguiu ultrapassar os dois carros da Aston Martin e um da Haas, mas destacou que a Williams ainda está distante de brigar efetivamente com os demais. “Superar os dois carros da Aston Martin e um da Haas era o que realisticamente poderíamos maximizar, então esse foi nosso objetivo do dia”, explicou o piloto.

Para tentar melhorar a situação, a equipe já planeja levar uma atualização para a próxima corrida em Baku. Albon, no entanto, não espera que essa mudança transforme completamente o desempenho, já que o foco de desenvolvimento também se estende para o próximo ano.

James Vowles, chefe da equipe, reforçou a análise de Albon e reconheceu que a Williams não teve velocidade suficiente durante o fim de semana. “Foi um dia muito complicado, não temos ritmo aqui neste fim de semana”, afirmou. Ele também mencionou que uma pequena evolução deve ser introduzida em Baku, mas a expectativa é de que a reta final do ano ainda seja desafiadora.

Falando sobre Sainz, ele teve um início promissor, ganhando algumas posições logo na largada. Mas, infelizmente, um contato com Yuki Tsunoda, da equipe Racing Bulls, na curva 1 causou danos significativos no assoalho do carro, resultando em uma grande perda de carga aerodinâmica. “Foi uma maneira decepcionante de terminar a primeira corrida aqui, mas no fim, marcar pontos sempre seria muito difícil para nós”, reconheceu Sainz. Ele também destacou o apoio dos torcedores durante todo o fim de semana e sugeriu que o circuito poderia passar por algumas melhorias para oferecer mais oportunidades de ultrapassagem.

Albon e Vowles também apontaram que a rápida evolução das equipes do pelotão intermediário é um dos grandes desafios que a Williams enfrenta. Segundo Albon, as equipes têm trazido mais atualizações do que o normal nesta temporada, o que acelera a disputa e aumenta a pressão sobre a equipe britânica para se manter competitiva.

Sobre o Autor

Diego Martins